
Bandeira da Argentina
Reprodução/ Jornal da Band
A inflação na Argentina registrou alta de 2,9% em janeiro na comparação com o mês de dezembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O resultado aponta uma leve aceleração em relação ao índice de dezembro, que havia fechado em 2,8% no comparativo mensal.
No acumulado de 12 meses, o cenário também é de subida nos preços. A variação anual da inflação argentina atingiu 32,4% em janeiro, superando os 31,5% registrados no fechamento do ano passado.
Alimentos e serviços impulsionam o índice
De acordo com o levantamento oficial do Indec, o setor de alimentos e bebidas não alcoólicas foi o principal vilão do mês, com uma elevação de 4,7%. Outro segmento que pressionou o orçamento dos argentinos foi o de restaurantes e hotéis, que apresentou alta de 4,1% no período.
A alta nos itens básicos de consumo reflete o desafio contínuo do país vizinho em conter a escalada de preços, mesmo com as tentativas de controle econômico em curso.
Mudança no cálculo da inflação é adiada
Em meio aos dados de aceleração, o governo argentino decidiu postergar mudanças na metodologia de aferição do índice. O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou no início deste mês que a implementação do novo método de cálculo do CPI (índice de preços ao consumidor) foi adiada.
A previsão inicial era de que o novo sistema estreasse em fevereiro. No entanto, Caputo afirmou que a mudança só ocorrerá "até que a desinflação esteja consolidada".
Crise interna no Indec
O adiamento da nova metodologia não ocorreu sem turbulências no alto escalão do governo. O ministro da Economia admitiu que as divergências sobre o cronograma de implementação do novo índice foram o estopim para a renúncia de Marco Lavagna, então presidente do Indec.
A saída do chefe do órgão estatístico evidencia as tensões em torno da divulgação e da forma como a inflação é medida no país, em um momento de pressão sobre os indicadores econômicos oficiais.
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