Economia

Liquidação do Will Bank: Especialista analisa decisão do Banco Central

Segundo ele, o estopim foi a incapacidade do Will Bank de pagar a bandeira Mastercard, o que gerou insegurança e exigiu a interrupção das atividades

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 12:45 • Atualizado em 21/01/2026 • 12:45

Resumo

A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central ocorreu menos de dois anos após sua aquisição pelo Banco Master, envolvendo cerca de 6 milhões de clientes de baixa renda, principalmente das classes C e D do Nordeste.

O especialista Ricardo Hiraki Maila avaliou que a intervenção do Banco Central foi técnica e adequada, motivada pela incapacidade do Will Bank de honrar compromissos imediatos, especialmente o repasse à Mastercard, o que resultou na suspensão dos cartões e aumento da insegurança.

O ressarcimento dos clientes e investidores será realizado pelo FGC, com expectativa de agilidade devido ao porte do banco, e o especialista orienta que informações sejam buscadas para evitar insegurança, pois o sistema financeiro permanece sólido.

A recente decretação de liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central (BC) acendeu um alerta no mercado financeiro. Menos de dois anos após ser adquirido pelo Banco Master, a instituição, que foca no público de baixa renda e possui cerca de 6 milhões de clientes é mais um capítulo neste cenário nebuloso.

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Para entender o cenário, o especialista em gestão financeira e inovação, Ricardo Hiraki Maila, comentou sobre o caso em entrevista para a BandNews TV.

O BC demorou a agir?

Diferente do que parte do mercado especulava, Maila avalia que a intervenção do Banco Central ocorreu no timing correto. Embora o banco estivesse sob o Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde a crise do Banco Master em novembro, a decisão final pela liquidação ocorreu após a instituição falhar em honrar compromissos imediatos,.

"Foi no momento adequado... foi mais uma vez uma boa decisão de modo técnico do Banco Central", afirmou o especialista.

Segundo ele, o estopim foi a incapacidade do Will Bank de pagar a bandeira Mastercard, o que gerou insegurança e exigiu a interrupção das atividades antes que o problema se espalhasse pelo sistema.

O papel da Mastercard e a situação dos clientes

Um dos pontos mais críticos da crise foi a suspensão dos serviços da Mastercard, que parou de aceitar os cartões da Will financeira devido à falta de repasses. Maila esclarece que houve uma conexão direta entre essa falha e a liquidação,.

"A Mastercard era um dos credores... ela toma ali, executa o que ela tinha de garantias e aí, por consequência, o Banco Central, que já vinha acompanhando isso, emite essa nota", explicou Maila durante a entrevista.

Com um público majoritariamente das classes C e D, concentrado na região Nordeste, a notícia gera apreensão. No entanto, o especialista tranquiliza o mercado quanto à solvência do sistema como um todo.

O que acontece com o dinheiro dos investidores?

Para quem possui valores investidos ou mantinha conta na financeira, o processo de devolução seguirá o modelo já conhecido através do FGC. Maila acredita que, devido ao tamanho menor da instituição em comparação ao Master, o ressarcimento pode ser mais ágil.

Confira os principais pontos destacados pelo economista sobre o resgate:

  • Processo semelhante: O banco informará o FGC sobre a lista de credores e o processo de pagamento será iniciado.
  • Prazo estimado: Embora não haja uma regulação que obrigue uma velocidade específica, a expectativa é positiva. "Ao longo do mês de fevereiro e março a gente vai receber o dinheiro ali normalmente", projetou o especialista,.
  • Tranquilidade: Maila reforça que as pessoas devem buscar informações claras para evitar inseguranças desnecessárias, já que o sistema financeiro continua funcionando normalmente.

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