
Luiz Marinho
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
Declaração do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, indica expectativa de manutenção ou aumento do saldo de empregos formais em 2026 em comparação com 2025, condicionado ao desempenho econômico mensal.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram abertura líquida de 1.279.498 vagas em 2025 e criação de 112.334 postos de trabalho formal em janeiro de 2026.
Relação entre emprego e atividade econômica é destacada por Marinho, que defende redução da taxa Selic pelo Banco Central e alerta para possíveis impactos negativos de decisões políticas e fatores externos no ambiente econômico.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (3) que o saldo de empregos com carteira assinada em 2026 deve ficar no mesmo nível ou até superar o resultado registrado em 2025. “Eu enxergo que o saldo do ano passado pode se repetir esse ano, até com viés de crescimento, vai depender da circunstância do que a economia vai se comportar mês a mês”, declarou.
Em 2025, o mercado formal acumulou abertura líquida de 1.279.498 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Já em janeiro de 2026, foram criados 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, informou a pasta.
Marinho destacou que o desempenho do emprego está diretamente ligado ao ritmo da atividade econômica ao longo do ano e voltou a defender a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central do Brasil.
O ministro disse esperar cortes na Selic ainda este ano, mas ponderou que o cenário pode mudar, especialmente em razão de fatores externos. Segundo ele, é necessário acompanhar atentamente o ambiente econômico no Brasil e no exterior, diante de conflitos e decisões políticas que podem afetar o quadro. “Nós sabemos dessas dificuldades que se impõem a partir de uma decisão maluca lá fora, ou uma decisão maluca no Congresso, enfim, qualquer decisão maluca interfere de forma a piorar o cenário”, afirmou.
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