Economia

Caged neste ano pode repetir saldo de 2025 ou até melhorar, diz Marinho

Ministro Luiz Marinho afirma que resultado pode igualar ou superar 2025, mas condiciona desempenho ao ritmo da economia e à redução dos juros

Da redação
DA REDAÇÃO

03/03/2026 • 13:41 • Atualizado em 03/03/2026 • 13:52

Luiz Marinho

Luiz Marinho

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo

Declaração do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, indica expectativa de manutenção ou aumento do saldo de empregos formais em 2026 em comparação com 2025, condicionado ao desempenho econômico mensal.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram abertura líquida de 1.279.498 vagas em 2025 e criação de 112.334 postos de trabalho formal em janeiro de 2026.

Relação entre emprego e atividade econômica é destacada por Marinho, que defende redução da taxa Selic pelo Banco Central e alerta para possíveis impactos negativos de decisões políticas e fatores externos no ambiente econômico.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (3) que o saldo de empregos com carteira assinada em 2026 deve ficar no mesmo nível ou até superar o resultado registrado em 2025. “Eu enxergo que o saldo do ano passado pode se repetir esse ano, até com viés de crescimento, vai depender da circunstância do que a economia vai se comportar mês a mês”, declarou.

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Em 2025, o mercado formal acumulou abertura líquida de 1.279.498 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Já em janeiro de 2026, foram criados 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, informou a pasta.

Marinho destacou que o desempenho do emprego está diretamente ligado ao ritmo da atividade econômica ao longo do ano e voltou a defender a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central do Brasil.

O ministro disse esperar cortes na Selic ainda este ano, mas ponderou que o cenário pode mudar, especialmente em razão de fatores externos. Segundo ele, é necessário acompanhar atentamente o ambiente econômico no Brasil e no exterior, diante de conflitos e decisões políticas que podem afetar o quadro. “Nós sabemos dessas dificuldades que se impõem a partir de uma decisão maluca lá fora, ou uma decisão maluca no Congresso, enfim, qualquer decisão maluca interfere de forma a piorar o cenário”, afirmou.