
Javier Milei
REUTERS/Cesar Olmedo
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste sábado (17) que a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia representa um "ponto de partida" e não um estágio final de integração. Durante o evento, o chefe de Estado classificou o pacto como um feito de grande transcendência política e econômica, considerando-o possivelmente a maior conquista do bloco sul-americano desde a sua fundação.
Segundo Milei, o resultado é fruto de uma decisão estratégica que contou com o impulso da Argentina durante a sua presidência no ano passado. O líder argentino reforçou que o movimento em direção à liberdade e ao comércio é a base fundamental para qualquer integração genuína entre as nações.
Defesa da implementação e críticas ao protecionismo
Em seu discurso, Milei destacou ser fundamental que a etapa de implementação preserve o espírito do que foi negociado entre os blocos. Ele alertou que a criação de mecanismos que restrinjam o acesso ao mercado, como salvaguardas ou medidas equivalentes, pode reduzir drasticamente o impacto econômico esperado.
"Temos que velar em nossos parlamentos para que isso não ocorra", registrou o presidente, ao sinalizar que barreiras técnicas atentariam contra o objetivo essencial do tratado. Para o mandatário, o fechamento comercial e o protecionismo, amparados por retórica em vez de resultados, são as principais causas do estancamento econômico na região.
Elogios a Trump e críticas ao regime venezuelano
Ao abordar a liberdade e a interação internacional como caminhos para a prosperidade, Milei utilizou o cenário da Venezuela como exemplo negativo. Ele afirmou que a erosão das instituições resulta em isolamento, empobrecimento e perda de liberdade, referindo-se ao ex-presidente capturado Nicolás Maduro como "ditador" e "narcoterrorista".
Nesse contexto, o presidente argentino aproveitou para elogiar a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Milei indicou que valoriza a "decisão e determinação" das ações norte-americanas em relação ao país vizinho, reforçando seu alinhamento com políticas de pressão externa contra o regime venezuelano.
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