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Resumo
O aumento das operações da Polícia Federal contra crimes cibernéticos passou de cerca de 300 em 2022 para mais de mil por ano desde 2024, sinalizando uma mudança de prioridade no combate ao crime digital.
O uso de inteligência artificial já está presente em 42,5% das fraudes financeiras no Brasil, enquanto o número de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025, consolidando o país como um dos maiores produtores de malware bancário do mundo.
Acordo de cooperação técnica firmado entre a Polícia Federal e a Abecs integra o setor financeiro à plataforma Tentáculos, que reúne dados sobre crimes digitais e já conta com mais de 40 parceiros, destacando a necessidade de ampliar adesão e agilizar o compartilhamento de informações para investigação de fraudes.
As ações da Polícia Federal voltadas ao combate de crimes cibernéticos cresceram de cerca de 300, em 2022, para mais de mil por ano desde 2024. O dado foi apresentado pelo agente Gustavo Pires de Sá durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), em São Paulo. “Isso representa uma mudança de prioridade da PF no combate ao crime digital”, afirmou.
De acordo com o agente, 42,5% das fraudes financeiras no Brasil já envolvem o uso de ferramentas de inteligência artificial.
Ele também destacou que o uso de deepfakes no país aumentou 830% entre 2024 e 2025. “O Brasil é um dos maiores produtores de malware bancário do mundo”, disse.
No ano passado, a Polícia Federal firmou um acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) para integrar o setor à plataforma Tentáculos — uma base unificada que reúne dados sobre crimes financeiros no ambiente digital. “É um repositório no qual a PF recebe informações de bancos, adquirentes e fintechs sobre fraudes, permitindo uma visão mais ampla dos movimentos”, explicou Pires de Sá.
Segundo ele, a ferramenta já conta com mais de 40 parceiros, incluindo entidades como a Abecs. Ainda assim, o agente reforçou a importância de ampliar a adesão de instituições financeiras e agilizar o envio de informações. “É essencial termos uma visão completa para investigar as fraudes”, concluiu.
*Com informações do Estdão Conteúdo.
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