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Economia

Pix lidera pagamentos no Brasil com 54,7% das transações, diz Banco Central

Sistema do Banco Central do Brasil movimentou R$ 68,2 trilhões no 2º semestre de 2025, com alta no uso de meios digitais e avanço do Pix sobre cartões e dinheiro físico

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08/04/2026 10:55 • Atualizado há 199 dias

Pix lidera pagamentos no Brasil com 54,7% das transações, diz Banco Central

O Banco Central do Brasil informou que o Pix se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no país no segundo semestre de 2025, respondendo por 54,7% do total de transações realizadas no período. Ao todo, foram 42,9 bilhões de operações com o sistema instantâneo.

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De acordo com as Estatísticas de Pagamentos de Varejo divulgadas pela autoridade monetária, o volume total de transações no país chegou a 78,4 bilhões entre julho e dezembro de 2025, movimentando R$ 68,2 trilhões. O resultado representa alta de 12,9% na quantidade de operações e de 14,1% no volume financeiro na comparação com o mesmo período de 2024.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço do Pix, que registrou aumento de 24,3% no número de transações em relação ao ano anterior. O sistema também ampliou sua participação no volume financeiro total, ficando com 28,6% dos valores movimentados, atrás apenas das transferências via TED, que lideraram com 34,7%.

Os cartões de pagamento seguem como o segundo principal instrumento em número de operações. Juntos, crédito, débito e pré-pago somaram 23,8 bilhões de transações no semestre, o equivalente a 30,4% do total. Entre as modalidades, o crédito apresentou crescimento de 9,4%, enquanto o débito ficou praticamente estável (-0,2%) e o pré-pago avançou 2,2%.

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No recorte financeiro, o cartão de crédito também lidera entre os plásticos, concentrando 70,6% do volume transacionado nessa categoria. O número de cartões ativos chegou a 253,8 milhões ao fim do semestre, alta de 7% em relação ao ano anterior.

O levantamento do Banco Central mostra ainda mudanças no comportamento dos consumidores. O valor médio das transações via Pix foi de R$ 456, com alta de cerca de 7% em um ano, enquanto a TED apresentou tíquete médio de R$ 58,3 mil. Já nas compras com cartão, o valor médio foi de R$ 138 no crédito, R$ 58 no débito e R$ 41 no pré-pago.

Outros meios de pagamento mantiveram tendências opostas. O boleto bancário registrou crescimento de 3,7% no volume financeiro, representando 7,6% do total movimentado. Já o cheque segue em queda, com recuo de 18,7% e participação de apenas 0,5%.

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As estatísticas também indicam a continuidade da digitalização dos pagamentos. As transações por aproximação (contactless) ganharam espaço, principalmente no pré-pago, onde já representam mais da metade das operações. Além disso, compras pela internet seguem em expansão, especialmente no cartão de crédito.

Por outro lado, o uso de dinheiro em espécie continua em retração. Os saques tradicionais caíram 13,8% no período, enquanto o Pix Saque, alternativa digital para retirada de dinheiro, avançou 20,9%, embora ainda com volume reduzido.

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