
Procura por cursos de costura cresce 55%
Divulgação/Sigbol
Resumo
O aumento na procura por cursos de costura foi de 55% no primeiro bimestre de 2026, impulsionado por mudanças no mercado de trabalho e busca por novas fontes de renda, segundo levantamento da escola Sigbol.
A concentração de matrículas ocorre entre jovens de 19 a 35 anos (31%) e pessoas de 46 a 59 anos (23%), com participação também de alunos entre 11 e 18 anos (10%) e maiores de 60 anos (15%), indicando atração por diferentes perfis interessados em desenvolvimento pessoal e atividades criativas.
A preferência por cursos de corte e costura básico (35%), ajustes e reformas de roupas (19%) e outras áreas reflete valorização de práticas ligadas à personalização, sustentabilidade e formação técnica, sendo vista como alternativa diante da escassez de profissionais qualificados na cadeia têxtil brasileira.
A procura por cursos de costura aumentou 55% no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da escola de formação em moda e costura Sigbol. O crescimento indica uma retomada do interesse por habilidades manuais, impulsionada por mudanças no mercado de trabalho e pela busca por novas fontes de renda.
De acordo com os dados da instituição, jovens entre 19 e 35 anos concentram a maior parcela das matrículas, representando 31% dos alunos. A faixa etária é seguida por pessoas entre 46 e 59 anos, que correspondem a 23% dos inscritos e, em muitos casos, procuram a atividade como alternativa de reinvenção profissional.
Também há participação de públicos mais jovens e mais velhos. Cerca de 10% dos alunos têm entre 11 e 18 anos, enquanto 15% possuem mais de 60 anos, o que, segundo a escola, indica que a costura tem atraído diferentes perfis interessados tanto em desenvolvimento pessoal quanto em atividades criativas.
Entre os cursos mais procurados, o de corte e costura básico lidera com 35% das matrículas. Em seguida aparecem ajustes e reformas de roupas, com 19%, área que tem crescido com a demanda por serviços de customização e pequenos consertos. Também figuram entre os cursos com maior procura os de costura e acabamento (8%), malharia (7%) e desenho de moda e estilo (5%).
Segundo o diretor da Sigbol, Aluízio de Freitas, o aumento do interesse pela formação técnica reflete uma mudança na percepção sobre profissões manuais. “Durante muito tempo a costura foi vista apenas como uma habilidade doméstica ou ligada a gerações mais antigas. Hoje vemos pessoas de diferentes idades procurando formação técnica para transformar essa habilidade em fonte de renda ou profissão”, afirma.
Outro fator apontado como impulsionador da demanda é a valorização de práticas ligadas à personalização de roupas e à sustentabilidade na moda, além da busca por alternativas de trabalho autônomo.
O crescimento do interesse por cursos também ocorre em um contexto de escassez histórica de profissionais qualificados na cadeia têxtil brasileira. Mesmo sendo um dos maiores polos de produção de moda do mundo, o país ainda enfrenta falta de mão de obra especializada em áreas como confecção e modelagem. Nesse cenário, a formação técnica aparece como uma possibilidade tanto para quem deseja ingressar no setor quanto para quem busca ampliar habilidades profissionais.
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