Economia

Quaest: isenção do IR beneficia 32%, mas maioria ainda não percebe impacto

Levantamento mostra que 32% afirmam ter sido beneficiados pela nova faixa de isenção, mas 42% dizem não ter percebido qualquer mudança na renda familiar após a medida.

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 08:57 • Atualizado em 10/06/2026 • 09:08

Agência Brasil

Resumo

Pesquisa Genial/Quaest revela que a maioria dos brasileiros não se considera beneficiada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, embora aumente o número de pessoas que percebem melhora na renda após a medida.

Levantamento aponta que 32% dos entrevistados dizem ter sido beneficiados, 65% não foram contemplados e 3% não souberam responder, com estabilidade nos índices desde fevereiro e crescimento gradual dos que relatam ganhos financeiros.

Resultados mostram que o impacto da isenção varia conforme a faixa de renda, sendo mais percebido entre famílias de até dois salários mínimos, enquanto pessoas com renda superior a cinco salários mínimos relatam menor influência da medida no orçamento.

A maioria dos brasileiros afirma não ter sido beneficiada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). Apesar disso, cresce o número de entrevistados que relatam melhora na renda após a medida.

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De acordo com o levantamento, 32% dos entrevistados disseram ter sido beneficiados pela nova isenção do IRPF, maior percentual registrado desde fevereiro. Outros 65% afirmaram não ter sido contemplados pela mudança, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

Os dados mostram estabilidade na percepção sobre o alcance da medida ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, 30% afirmavam ter sido beneficiados, índice que oscilou entre 30% e 31% até maio, antes de atingir os atuais 32%.

Quando questionados sobre os efeitos da isenção na renda familiar, 42% disseram não ter percebido qualquer diferença. Embora esse grupo ainda represente a maior parcela dos entrevistados, o percentual caiu em relação aos 50% registrados em fevereiro.

Ao mesmo tempo, aumentou a proporção de brasileiros que relatam ganhos financeiros decorrentes da medida. Atualmente, 23% afirmam que a renda aumentou significativamente, contra 15% em fevereiro. Outros 34% disseram que a renda cresceu, mas não de forma expressiva.

A percepção varia conforme a faixa de renda familiar. Entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, 25% afirmam que a renda aumentou significativamente, enquanto 38% dizem ter percebido apenas um pequeno aumento. Já 42% não notaram mudanças.

Na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, 24% relatam aumento significativo da renda, 29% apontam crescimento moderado e 42% não sentiram diferença.

Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, a percepção de impacto é menor. Nesse grupo, 16% afirmam que a renda aumentou significativamente, 34% perceberam uma melhora discreta e 49% dizem que a isenção não alterou sua situação financeira.

Os resultados indicam que, embora a maioria dos brasileiros ainda não associe a isenção do Imposto de Renda a uma melhora direta no orçamento doméstico, cresce gradualmente a parcela da população que percebe algum benefício financeiro da medida, especialmente entre as famílias de menor renda.