
Desemprego fica em 7%
Reuters
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 7% no trimestre encerrado em março, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice ficou acima do registrado no trimestre anterior, encerrado em dezembro (6,2%). Contudo, a taxa do primeiro trimestre de 2025 é a menor já registrada entre os meses de janeiro a março em toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2012
O resultado veio em linha com as expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 6,8% e 7,2%, com mediana de 7,0%.
Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,9%. No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desocupação estava em 6,8%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.410 no trimestre encerrado em março. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 345,048 bilhões no trimestre até março, alta de 6,6% ante igual período do ano anterior.
Emprego com carteira no setor privado aumenta em 210 mil vagas em um trimestre
O País registrou mais 210 mil trabalhadores ocupados com carteira assinada no setor privado no trimestre terminado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 1,463 milhão de vagas com carteira foram criadas no setor privado.O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,447 milhões de trabalhadores no trimestre até março. Já o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,458 milhões de pessoas. O resultado significa 751 mil de vagas a menos nessa condição do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até março de 2024, foram criadas 70 mil vagas sem carteira no setor privado.O trabalho por conta própria encolheu em 124 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,902 milhões de trabalhadores. O resultado representa 496 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.O número de empregadores recuou em 59 mil em um trimestre, para 4,287 milhões de pessoas. Em relação a um ano antes, o total de empregadores teve um aumento de 157 mil pessoas.O País teve uma queda de 238 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,693 milhões de pessoas. O resultado representa recuo de 202 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.O setor público teve 289 mil pessoas a menos no trimestre terminado em março ante o trimestre encerrado em dezembro, para um total de 12,462 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até março de 2024, foram abertas 444 mil vagas no setor público.
País tem taxa de informalidade de 38,0% no trimestre até março
O País registrou uma taxa de informalidade de 38,0% no mercado de trabalho no trimestre até março, a menor desde o trimestre móvel encerrado em setembro de 2020, quando estava também em 38,0%. Havia 38,898 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em um trimestre, 1,147 milhão de pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período encolheu em 1,335 milhão de postos de trabalho. Ou seja, o emprego diminuiu majoritariamente via informalidade."A queda na ocupação foi mais puxada pelos setores informais, como trabalhador doméstico, construção, alojamento e alimentação", confirmou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 751 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 169 mil trabalhadores domésticos sem carteira assinada, de 25 mil empregadores sem CNPJ, de 117 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ e de 84 mil pessoas atuando no trabalho familiar auxiliar.A população ocupada atuando na informalidade caiu 2,9% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 45 mil pessoas, queda de 0,1%.
9 das 10 atividades econômicas registraram demissões no trimestre até março
Nove das dez atividades econômicas registraram demissões no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Na passagem do trimestre terminado em dezembro para o trimestre encerrado em março, houve redução na ocupação na agricultura (-136 mil trabalhadores), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-297 mil), outros serviços (-43 mil), indústria (-43 mil), construção (-397 mil), alojamento e alimentação (-190 mil), serviços domésticos (-241 mil), transporte (-46 mil) e comércio (-91 mil).Houve geração de postos de trabalho apenas em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (153 mil).Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações no comércio (592 mil), indústria (431 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (713 mil trabalhadores a mais), construção (90 mil pessoas), outros serviços (167 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (518 mil), transporte (253 mil) e alojamento e alimentação (69 mil). A agricultura dispensou 334 mil pessoas e serviços domésticos, 208 mil.
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