
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o apelido de “Taxad” e disse que fica muito feliz por ser lembrado como o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos que taxou off-shores, fundo familiar fechado, paraíso fiscal e dividendos.
“Fico muito feliz de ser lembrado como o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos que taxou off-shores, fundo familiar fechado, paraíso fiscal, dividendos, bet. A oposição está certa. A taxação BBB (bancos, bets e bilionários) saiu do papel, com o apoio da oposição que acabei de aprovar no Congresso”, disse Haddad em entrevista ao canal UOL.
“Eu assumo que essa turma que não pagava imposto, sim, voltou a pagar. Estou feliz de vocês lembrarem que sou o ministro da Fazenda que teve coragem de taxar o andar de cima, de cobrar condomínio de quem mora na cobertura e não pagava”, acrescentou o ministro.
Para Fernando Haddad, quem é muito rico e não pagava imposto, agora entende que vive em sociedade e que tem que colaborar com o Sistema Único de Saúde (SUS) e escolas públicas.
“Às vezes fala: ‘eu gero emprego’, mas o funcionário dele não tem dinheiro para pagar escola. O salário que ele paga não paga uma escola particular, quem tem que oferecer a escola é o Estado. Às vezes a pessoa não tem dinheiro para pagar um plano de saúde, quem tem que fornecer um Sistema Único de Saúde é o Estado”, afirmou.
Conversa com Lula sobre eleição
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que iniciou conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre eleições, mas que ainda não chegaram a um consenso.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer no pleito de 2026, o ministro da Fazenda lembrou que tem dito que não pretende se candidatar para qualquer cargo este ano.
“Comecei uma conversa com o presidente Lula, tenho uma relação pessoal com o presidente Lula e isso transborda a relação política. Falo isso em nome da minha família, é uma pessoa do nosso convívio e querido por todos nós”, disse Haddad em entrevista ao portal UOL.
“Tenho ouvido o presidente Lula e, obviamente, começamos a semana passada a conversar sobre isso. Levei às considerações dele as minhas colocações, aprofundando o tema com ele, fazendo uma retrospectiva do que foi todo meu percurso na política ao longo dos últimos anos, sobretudo depois que deixei a prefeitura de São Paulo”, acrescentou o ministro.
Segundo Fernando Haddad, foi uma conversa de amigos e companheiros, que pode se estender, mas não concluíram nada durante a primeira conversa. “Nós vamos chegar a um consenso logo mais”.
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