Economia

Lucro da Volkswagen cai e empresa mantém foco em cortar custos em 2026

Montadora projeta receita estável ou com alta de até 3% e busca recuperar margens após queda do lucro e pressão da concorrência global

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 07:12 • Atualizado em 10/03/2026 • 07:18

Volkswagen

Volkswagen

REUTERS/Fabian Bimmer

A Volkswagen afirmou que seguirá priorizando a redução de custos e o aumento da rentabilidade em 2026, ano que a companhia projeta como desafiador. A montadora alemã estima que a receita fique entre estabilidade e crescimento de até 3% em relação ao resultado do ano passado, enquanto a margem operacional deve variar entre 4% e 5,5%.

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Em 2025, o grupo registrou receita de 321,9 bilhões de euros, praticamente estável frente aos 324,7 bilhões de euros de 2024. O lucro operacional, porém, caiu para 8,9 bilhões de euros — uma queda de 53% na comparação anual — o que resultou em margem operacional de 2,8%. Ao longo do ano, o grupo vendeu cerca de 9 milhões de veículos em todo o mundo.

No quarto trimestre, o lucro operacional da montadora recuou para 3,46 bilhões de euros, ante 6,25 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. A receita trimestral caiu 4,7%, para 83,25 bilhões de euros.

O desempenho mais fraco reflete um cenário de pressão crescente sobre as montadoras europeias. Entre os fatores citados pela companhia estão a concorrência de fabricantes chineses de veículos elétricos, a desaceleração da demanda em mercados importantes como a China e custos mais elevados associados à transição tecnológica e à reorganização do grupo.

Além disso, tensões comerciais e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos também pesaram sobre os resultados da empresa, levando a revisões nas projeções de lucro ao longo do ano passado.

Diante desse cenário, a Volkswagen vem implementando um amplo programa de reestruturação para elevar a eficiência e recuperar a rentabilidade. O plano inclui redução de custos, revisão de investimentos e mudanças na estrutura do grupo, com a meta de alcançar margens operacionais entre 8% e 10% até o fim da década.

A empresa também propôs a distribuição de dividendos de 5,20 euros por ação ordinária e 5,26 euros por ação preferencial, valores inferiores aos 6,30 euros e 6,36 euros pagos no ano anterior, respectivamente.

*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters.