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Economia

Vorcaro fez sondagem com investigadores sobre delação; defesa nega

Possíveis negociações teriam começado após a prisão do banqueiro, mas defesa nega qualquer tratativa com autoridades

2 min

12/03/2026 09:34 • Atualizado há 226 dias

Vorcaro fez sondagem com investigadores sobre delação; defesa nega

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez uma sondagem inicial junto a investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) sobre a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada.

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A conversa preliminar teria ocorrido poucos dias após sua prisão, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na quarta-feira da semana passada, dia 4. As tratativas ainda estariam em estágio inicial e, até o momento, não houve a assinatura de um termo de confidencialidade — documento que costuma formalizar o início desse tipo de negociação.

A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pelo Estadão com fontes que acompanham o caso.

A defesa de Vorcaro, no entanto, nega que haja qualquer negociação em andamento. Em nota, os advogados afirmaram que a informação é falsa. “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, diz o comunicado.

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De acordo com fontes ligadas à investigação, o avanço de eventuais conversas dependerá do resultado do julgamento sobre a liberdade do empresário, previsto para começar na sexta-feira (13), no plenário virtual do STF.

Segundo relatos, Vorcaro teria feito duras reclamações a seus advogados logo após ser preso e indicou não estar disposto a permanecer por um longo período em prisão preventiva.

Após a prisão em São Paulo, o banqueiro foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília. A defesa solicitou que as visitas ao empresário não sejam gravadas nem monitoradas por câmeras, como costuma ocorrer nesse tipo de unidade prisional.

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Caso as negociações avancem, a expectativa inicial é que as tratativas sejam conduzidas pela equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A Polícia Federal poderia participar da coleta de depoimentos, enquanto os termos e cláusulas do eventual acordo seriam discutidos diretamente com a PGR.

*Com informações do Estadão Conteúdo.