
O Zelle é o Pix americano? Entenda
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Zelle é o Pix americano? A comparação ganhou força nas redes sociais após uma declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro sobre os sistemas de pagamento do Brasil e dos Estados Unidos. A discussão despertou a curiosidade dos brasileiros sobre até que ponto as duas plataformas são equivalentes. Embora ambos permitam transferências rápidas entre contas bancárias, Pix e Zelle apresentam diferenças importantes de funcionamento, alcance e segurança.
Os dados da Sala Digital mostram que essa distância também aparece no interesse popular. As buscas pelo Pix no Brasil são sete vezes maiores do que as registradas pelo Zelle nos Estados Unidos. Até mesmo no cenário global, o sistema brasileiro desperta aproximadamente o dobro do interesse observado pelo concorrente americano.

O que é o Zelle?
O Zelle é uma plataforma de pagamentos criada em 2017 por um consórcio de grandes bancos americanos, entre eles Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo. O sistema permite enviar e receber dinheiro usando apenas um número de telefone ou endereço de e-mail, sem precisar informar dados bancários completos.
Na prática, ele facilita transferências entre pessoas, como dividir a conta de um restaurante, pagar um amigo ou enviar dinheiro para familiares.
Zelle e Pix são a mesma coisa?
Não exatamente. A comparação existe porque ambos permitem transferências rápidas diretamente entre contas bancárias. Mas a estrutura por trás de cada sistema é bem diferente.
O Pix foi criado e é operado pelo Banco Central do Brasil. Já o Zelle é uma iniciativa privada administrada por bancos americanos. Essa diferença de origem influencia praticamente todo o funcionamento das plataformas.
Quais são as principais diferenças entre Pix e Zelle?
A primeira está na adesão. No Brasil, instituições financeiras de grande porte são obrigadas a oferecer o Pix aos clientes. Nos Estados Unidos, a participação no Zelle é opcional e depende da decisão de cada banco.
Outra diferença importante está no alcance. O Pix se transformou em uma infraestrutura nacional de pagamentos. Além das transferências entre pessoas, ele é usado para pagar contas, boletos, impostos, compras em lojas físicas e online, mensalidades e diversos serviços. O Zelle continua concentrado principalmente nas transferências entre pessoas e pequenos negócios.
Também há diferenças na velocidade. O Pix foi projetado para funcionar de forma instantânea, 24 horas por dia, sete dias por semana. O Zelle costuma ser rápido, mas algumas operações podem levar mais tempo para serem concluídas, dependendo do banco e da análise da transação.
E a segurança?
Os dois sistemas contam com mecanismos de proteção, mas o Pix possui ferramentas específicas desenvolvidas pelo Banco Central, como o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para auxiliar na recuperação de valores em casos de fraude.
Além disso, o Pix oferece diferentes tipos de chaves, incluindo CPF, telefone, e-mail e chave aleatória. No Zelle, as operações são vinculadas principalmente ao número de telefone ou endereço de e-mail do usuário.
Então, o Zelle é o Pix americano?
Se a comparação considerar apenas a função de transferir dinheiro rapidamente, a resposta pode ser sim. Mas, quando se observam o alcance, a adoção, a regulamentação e o papel que cada sistema ocupa no dia a dia da população, as diferenças ficam evidentes.
Enquanto o Zelle é uma ferramenta bancária importante nos Estados Unidos, o Pix se tornou uma das principais formas de pagamento do Brasil e uma referência mundial em transferências instantâneas.
Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de brasileiros usam o PIX, o que representa cerca de 80% da população do país.
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