
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
Divulgação do Censo Escolar 2025 pelo Ministério da Educação e Inep registrou 46,018 milhões de matrículas em 178,76 mil escolas públicas e privadas, apontando queda de 2,29% em relação a 2024 devido à diminuição da população em idade escolar e à redução das taxas de repetência.
Dados do IBGE indicaram recuo de 8,4% na população de 0 a 3 anos entre 2022 e 2025, mas aumento de 4,3 pontos percentuais na taxa de atendimento escolar dessa faixa, chegando a 39,8%, enquanto o índice de atendimento obrigatório entre 4 e 17 anos alcançou 97,2% em 2024.
Afirmação do ministro da Educação, Camilo Santana, destacou avanços como a queda de 61% na distorção idade-série no ensino médio e ressaltou que a universalização do acesso à escola agora demanda foco em qualidade e equidade; o Censo Escolar reúne anualmente dados detalhados sobre escolas, profissionais e estudantes da educação básica de todo o país.
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26) os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Ao todo, foram registradas 46,018 milhões de matrículas em 178,76 mil escolas públicas e privadas em todo o país, considerando todas as etapas da educação básica.
O número representa uma queda de 2,29% em relação a 2024, quando haviam sido contabilizados 47.088.922 estudantes — o que corresponde a 1,082 milhão de alunos a menos.
De acordo com o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas Educacionais do Inep, Fábio Pereira Bravin, a redução não indica retrocesso. Segundo ele, o principal dado é o aumento do atendimento educacional da população. A explicação para a diminuição das matrículas está ligada à queda da população em idade escolar, especialmente nas faixas de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos.
Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apontam que a projeção da população de 0 a 3 anos recuou 8,4% entre 2022 e 2025. Apesar disso, a taxa de atendimento escolar nessa faixa etária cresceu 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, chegando a 39,8%. A matrícula em creches — voltada a crianças de até 3 anos — não é obrigatória.
Já entre 4 e 17 anos, faixa em que a frequência escolar é obrigatória, o índice de atendimento alcançou 97,2% em 2024, segundo o IBGE.
Redução da distorção idade-série
Outra razão apontada pelo MEC para a queda nas matrículas é a redução das taxas de repetência e a melhora nos indicadores de distorção idade-série, que medem o percentual de estudantes que estão acima da idade adequada para a série que frequentam.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a menor repetência contribui para enxugar o sistema. “Os alunos estão repetindo menos. Antes, a retenção inchava o sistema. À medida que eu reduzo a distorção idade-série e dou oportunidades para que os alunos concluam os estudos, eu reduzo o número de matrículas”, afirmou.
Para o ministro, os dois fatores — queda demográfica e maior eficiência no fluxo escolar — indicam avanços na educação brasileira. Ele destacou que, no ensino médio, a distorção idade-série caiu 61% entre 2022 e 2025. “Saímos de 27,2% para 13,99% só no 3º ano do ensino médio”, ressaltou.
“O Brasil praticamente universalizou o acesso à escola. Agora precisamos garantir qualidade e equidade”, acrescentou.
Sobre o Censo Escolar
Realizado anualmente pelo Inep, o Censo Escolar reúne informações sobre todas as escolas da educação básica do país, além de dados sobre professores, gestores, turmas e características dos estudantes.
O levantamento abrange todas as etapas e modalidades de ensino, como ensino regular, educação especial, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e educação profissional, envolvendo escolas públicas e privadas de todas as redes.
*Com informações da Agência Brasil.

