
Mente forte precisa de corpo ativo
Divulgação/Freepik
A rotina exaustiva de estudos para o vestibular e o Enem exige mais do que apenas dedicação aos livros; demanda um corpo preparado para suportar a carga mental. Para Mônica Cristina Schlogel, graduada em Educação Física e Psicanálise, a atividade física é “inegociável” e funciona como um sistema integrado ao cérebro para otimizar o aprendizado.
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Hormônios do prazer e foco mental
Durante o movimento, o corpo produz neurotransmissores essenciais, como a endorfina. Liberada pela hipófise, essa substância garante uma sensação de tranquilidade, bom humor e funciona como um analgésico natural. Segundo a especialista, os benefícios refletem diretamente na performance acadêmica, proporcionando maior foco e atenção.
Mônica ressalta que o exercício mais eficaz é sempre aquele que gera prazer ao estudante. "Quando o movimento é forçado, ele deixa de ser prazeroso e perde o efeito positivo", afirma. A recomendação é que a prática dure ao menos 20 minutos, tempo necessário para a endorfina agir com intensidade, com uma frequência mínima de duas vezes por semana.
Combate ao sedentarismo e telas
Um dos grandes obstáculos para os jovens em 2025 é o uso excessivo de tecnologia. Mônica alerta que o excesso de telas prejudica o desenvolvimento cognitivo e neurológico, gerando estímulos prontos que dispensam o raciocínio. Para quem passa o dia sentado estudando, ela sugere alongamentos como estratégia para fortalecer a imunidade e reduzir o estresse físico.
"A atividade física melhora a qualidade do sono, e dormir bem potencializa o rendimento físico e mental", explica.
Ela defende a prática de exercícios preferencialmente no período da manhã para ativar o cérebro e tornar o dia mais produtivo. Além disso, recomenda a "higiene do sono", desligando aparelhos eletrônicos duas horas antes de dormir para controlar a ansiedade.
A dança como ferramenta completa
Como bailarina profissional de dança do ventre, Mônica destaca a dança como uma das atividades mais completas para o estudante. A prática trabalha simultaneamente força, coordenação, raciocínio e lateralidade. Além dos ganhos físicos, a dança em grupo promove vínculos e melhora a autoestima, fundamentais para a saúde emocional do vestibulando.
Para quem deseja começar, a orientação é simples: evitar a resistência e buscar o contato com a natureza sempre que possível. Pequenas pausas para alongar ou caminhar durante os estudos já ajudam a oxigenar o cérebro e diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.
Disciplina e foco através das lutas
Entre as diversas modalidades indicadas, a especialista também aponta as artes marciais como uma excelente alternativa para os estudantes. As lutas ajudam no controle da ansiedade e no desenvolvimento da disciplina, características fundamentais para quem enfrenta longas jornadas de estudo. Além do condicionamento físico, essas práticas exigem presença total e foco, auxiliando o jovem a "desligar" das pressões externas e a fortalecer a autoconfiança para os dias de prova.

