
Para as convidadas, o avanço da presença feminina contribui diretamente para a humanização do atendimento
Band
O interesse de busca pelo termo “médica” no Google registrou um crescimento consistente nos últimos cinco anos e atingiu o recorde histórico em fevereiro de 2026. O dado foi revelado durante o episódio 26 do podcast Quero Estudar Medicina, transmitido ao vivo pelas redes sociais do portal Band Jornalismo. O monitoramento aponta uma clara intenção dos usuários de encontrar profissionais do gênero feminino na plataforma.
Entre no canal do WhatsApp do Quero Estudar Medicina e receba conteúdos exclusivos.
A tendência também se reflete em dados específicos de especialidades. Nos últimos dez anos, as buscas pelo termo “ginecologista mulher” superaram significativamente as pesquisas por “ginecologista homem”, o que demonstra que as pacientes priorizam o atendimento feminino em determinadas áreas da saúde.
Esse comportamento digital acompanha uma transformação demográfica real nos consultórios e hospitais. Pela primeira vez na história do Brasil, as mulheres conquistaram a maioria entre os médicos em atividade no país, além de preencherem entre 50% e 75% das vagas nas salas de aula das faculdades de medicina atuais.
Assista ao episódio completo:
Trajetórias marcadas pela inspiração e dedicação
O episódio contou com a participação da endocrinologista Ana Paula Cavalcante, professora da Faculdade Santa Marcelina, e da médica Fernanda Torres, ginecologista especializada em saúde da mulher e menopausa. Ambas relataram que o interesse pela profissão começou cedo, fortemente influenciado pela atuação de suas mães na área da saúde — uma enfermeira e uma pneumopediatra, respectivamente.
A médica Ana Paula relembrou o fascínio pela complexidade hormonal e explicou que a transição para a carreira docente ocorreu anos após a conclusão de seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Para a professora, o contato com os estudantes exige constante atualização e reciclagem, impulsionadas pelo dinamismo da nova geração.
Já Fernanda detalhou o processo de adaptação de sua carreira ao longo de quase duas décadas de formação. Ela optou por deixar o plantão obstétrico da madrugada para focar no atendimento ambulatorial de mulheres com mais de 40 anos, identificando uma antiga carência de diagnósticos no período da perimenopausa e menopausa.
Os desafios da humanização e os novos rumos
As médicas debateram os principais obstáculos na rotina médica, como o gerenciamento do tempo, a sobrecarga e os impactos de eventos extremos. A endocrinologista destacou ainda a pressão enfrentada durante a pandemia de covid-19, período em que atuou na linha de frente em UTIs e participou como voluntária dos testes da vacina CoronaVac.
Para as convidadas, o avanço da presença feminina contribui diretamente para a humanização do atendimento, promovendo maior acolhimento e empatia na relação com o paciente. Elas reforçaram que, apesar do suporte tecnológico e da inteligência artificial, o olhar clínico humanizado permanece insubstituível.
Como conselho para os jovens vestibulandos e futuros profissionais, as médicas apontaram a humildade, o estudo continuado por meio de especializações e o compromisso com o cuidado com as pessoas como os pilares essenciais para o sucesso na carreira médica em evolução.
Não perca: amanhã tem episódio sobre ao vivo sobre cirurgia militar
No próximo episódio da série Especialidades Médicas, o Quero Estudar Medicina recebe o médico Maurício Leite para falar sobre sua experiência como cirurgião militar.
O programa será transmitido ao vivo, nesta terça-feira (9), às 20h, no canal Band Jornalismo no YouTube. O público pode acompanhar a conversa em tempo real e tirar dúvidas diretamente com o especialista sobre rotina, desafios e mercado de trabalho na área.

