Sete especialidades concentram metade dos médicos especialistas no Brasil

Clínica Médica e Pediatria lideram o ranking de profissionais titulados; Medicina de Emergência e Intensiva registram maior alta na procura

Da redação
DA REDAÇÃO

23/03/2026 • 18:23 • Atualizado em 23/03/2026 • 18:23

Escolha da especialidade médica envolve fatores como perfil, rotina e perspectivas de carreira

Escolha da especialidade médica envolve fatores como perfil, rotina e perspectivas de carreira

Divulgação/ Freepik

O Brasil conta atualmente com 353.287 médicos especialistas, mas a distribuição entre as áreas é altamente concentrada. De acordo com o relatório Demografia Médica no Brasil 2025, apenas sete especialidades reúnem 50,6% de todos os títulos registrados no país, evidenciando uma preferência histórica por áreas tradicionais.

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No topo da lista aparece a Clínica Médica, com 59.038 profissionais (12,4% do total), seguida pela Pediatria, com 47.787 especialistas (10%). Completam o grupo das maiores áreas a Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia, Cardiologia e Ortopedia.

As escolhas dos novos residentes

A Residência Médica (RM) funciona como o principal termômetro das tendências do mercado. Em 2024, o país registrou 47.718 médicos residentes, com a Clínica Médica mantendo a liderança na procura (13,6%). No entanto, áreas voltadas ao atendimento de urgência e cuidados críticos ganharam destaque sem precedentes.

Entre 2018 e 2024, a Medicina Intensiva registrou um salto de 242,7% na ocupação de vagas de primeiro ano (R1). A Medicina de Emergência seguiu o mesmo ritmo, com crescimento de 191,3%, refletindo uma mudança nas prioridades de formação dos novos médicos brasileiros.

Explosão histórica e áreas em ascensão

Nos últimos 13 anos, o número total de títulos de especialistas no Brasil cresceu 154%. Algumas áreas, no entanto, tiveram uma “explosão” proporcional de novos membros. A Medicina Legal e Perícia Médica lidera esse crescimento histórico, com alta de 599,6%, seguida de perto pela Medicina de Família e Comunidade (549,7%) e Cirurgia da Mão (544,1%).

Pela primeira vez, o estudo também detalhou as 62 áreas de atuação, que são subespecialidades que exigem formação prévia. A Neonatologia aparece como a mais certificada, com 4.355 médicos, seguida pela Ecocardiografia e pela Medicina Intensiva Pediátrica.

Divisão de gênero por especialidade

Apesar do aumento da presença feminina na Medicina, a escolha das especialidades ainda revela divisões marcantes entre homens e mulheres. Áreas como Dermatologia (80,6%) e Pediatria (76,8%) são majoritariamente femininas.

No extremo oposto, especialidades cirúrgicas e de intervenção permanecem predominantemente masculinas. A Urologia lidera esse grupo, com 96,5% de homens, seguida pela Ortopedia e Traumatologia (92%) e pela Neurocirurgia (89,6%).

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