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Após classificar Lula como "corrupto", Marina afirma que nunca poupou petista

Candidata disse que não houve mudança de discurso contra ex-presidente: "sou a única que sempre defendeu Lava Jato"

Da Redação
DA REDAÇÃO

12/09/2018 • 10:50 • Atualizado em 12/09/2018 • 11:20

Marina Silva foi entrevista pela Rádio Bandeirantes

Marina Silva foi entrevista pela Rádio Bandeirantes

Ueslei Marcelino/Reuters

A presidenciável Marina Silva (Rede) disse que nunca poupou comentários incisivos sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impedido de concorrer à Presidente da República por ter sido enquadrado na Lei da Ficha limpa.

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira, 12, Marina explicou que é a única candidata que "desde o início defendia a Lava Jato". "Sempre disse que quem cometeu crimes, quem cometeu erros, deve pagar por esses erros e crimes. Quem tem ficha suja, de acordo com a lei, condenado em 2ª instância, não pode ser candidato", esclareceu.

O assunto surgiu após a presidenciável ser questionada sobre a declaração dada ao jornal O Globo, na qual carimba Lula como "corrupto", de forma taxativa.

"Não teve mudança no discurso. Talvez, a mudança seja apenas na manchete do jornal", falou à RB. Além disso, Marina também afirmou que "quando uma pessoa está presa, não se deve ficar tripudiando" porque "não é civilizado".

"Nós temos que voltar nosso olhar agora para aqueles que cometeram crimes e não estão sendo julgados, nem punidos. É o caso de [Michel] Temer, de [Eliseu] Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá e dos 200 que estão no Congresso. Inclusive, o senador Aécio Neves que aparece em gravações inaceitáveis no caso JBS", disse. "Eles só não são punidos e investigados em função do foro privilegiado", afirmou a candidata que defende o fim do benefício em uma Reforma Política.

Reforma da Previdência

Caso eleita, Marina disse que a atual proposta do governo para Reforma da Previdência "não combate privilégios e não foi discutida com a sociedade, só com os empresários".

A candidata também explicou que vai manter idade mínima já que "população está vivendo cada vez mais". "Mas nós vamos manter a diferença de aposentadoria entre homens e mulheres. As mulheres continuarão se aposentando mais cedo porque têm dupla jornada [trabalho doméstico]. Enquanto existir essa sociedade machista e patriarcal, as mulheres serão aposentadas, sim, antes.".