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Belo é citado em relatório da PF sobre vazamento de informações de operação

Foto do cantor tirada ao lado do desembargador Macário Ramos Judice Neto comprovaria amizade com deputado Rodrigo Bacellar

Da redação
DA REDAÇÃO

16/12/2025 • 15:50 • Atualizado em 16/12/2025 • 15:50

Belo com desembargador Macário Judice Neto

Belo com desembargador Macário Judice Neto

Reprodução/Facebook/Polícia Federal

O cantor Belo foi citado em relatório da Polícia Federal sobre a investigação que terminou com a prisão do desembargador Macário Ramos Judice Neto na operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (16). A ação investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun.

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Segundo a PF, o foco da investigação é um suposto esquema de repasse ilegal de informações sensíveis relacionadas a operações contra o crime organizado. Belo, que não foi indiciado ou é investigado, teria tirado uma foto com Macário e a imagem enviada para o deputado estadual e amigo do cantor, Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Essa foto e a troca de mensagens seguintes comprovaria a amizade do desembargador com o deputado estadual. O documento da PF aponta que Belo encontrou Macário em um shopping e enviou a foto do encontro.

Na troca de mensagens, Belo diz: "Nossa família. Estou com Macário aqui. Encontrei no shopping, nosso desembargador aqui". Ele não foi indiciado por qualquer crime e é citado apenas para ilustrar a proximidade entre os investigados.

Macário foi preso por vazamento de informações sigilosas

Macário foi o magistrado que, em setembro, expediu o mandado de prisão do então deputado estadual TH Joias, alvo central da Operação Zargun. A apuração da PF aponta que informações da Zargun teriam sido repassadas de forma ilegal a investigados, o que motivou a deflagração da Operação Unha e Carne.

Conexão com Rodrigo Bacellar

Entre os alvos das buscas está o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que já havia sido preso na primeira fase da Unha e Carne, no dia 3 de dezembro.

Na ocasião, Bacellar — então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — foi detido após ser “convidado” para uma reunião com o superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão. No carro do parlamentar, os agentes apreenderam R$ 90 mil em espécie.

Bacellar acabou sendo solto posteriormente por decisão do plenário da Alerj, mas continua sendo investigado. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun. O mandado de prisão contra ele também foi expedido por Alexandre de Moraes, que determinou ainda seu afastamento da presidência da Alerj.

Na decisão, o ministro afirmou haver “fortes indícios” de que Bacellar integraria uma organização criminosa e atuaria para obstruir investigações envolvendo facções criminosas, com influência em ações do Poder Executivo estadual.

Investigação em andamento

Com a prisão desta terça-feira, Macário Ramos Júdice Neto passa a figurar como um dos principais nomes investigados na Operação Unha e Carne. A Polícia Federal ainda não detalhou oficialmente o papel atribuído ao desembargador no suposto esquema de vazamento de informações, e o caso segue sob sigilo parcial.

O TRF-2 e a defesa do magistrado ainda não se manifestaram publicamente sobre a prisão até a última atualização desta reportagem.