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Carnaval

Com Calvin Harris, encontro de megablocos termina em caos no Centro de SP

A estreia de Calvin Harris no Carnaval de São Paulo foi marcada por superlotação, grades derrubadas e foliões feridos no centro da capital

2 min

08/02/2026 16:02 • Atualizado há 258 dias

Com Calvin Harris, encontro de megablocos termina em caos no Centro de SP

O Carnaval de rua de São Paulo foi cenário de pânico e descontrole neste domingo (8) com a estreia do DJ Calvin Harris. Sob o comando do Bloco Skol, a presença do artista internacional provocou uma superlotação no Circuito Consolação. O tumulto generalizado ocorreu principalmente devido ao encontro de dois gigantes da folia no mesmo local e horário.

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Pela primeira vez, a gestão municipal autorizou que o tradicional Acadêmicos do Baixo Augusta dividisse a via com o megabloco patrocinado pela Ambev. A decisão, que já era alvo de críticas de associações de moradores e especialistas em segurança, resultou em um efeito manada quando as grades de contenção cederam sob a pressão da multidão.

Relatos de pânico e atendimento médico

A concentração do bloco de Calvin Harris, que também contou com a participação de Natanzinho Lima, foi o suficiente para iniciar uma confusão na altura da Rua Piauí. Com o som dificultado pela distância, milhares de pessoas tentaram se aproximar simultaneamente dos trios elétricos, gerando um empurra-empurra agressivo.

Testemunhas descreveram cenas de desespero à Folha de São Paulo, com foliões escalando portões de imóveis particulares para escapar do esmagamento. A estudante Cíntia Santos, de 22 anos, resumiu o sentimento de muitos que estavam no local: "Achei que fosse morrer", disse para o veículo.

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Críticas ao planejamento urbano

A escolha da Rua Consolação para abrigar dois eventos desse porte no mesmo dia gerou forte reação de instituições. Marta Porta, presidente do Conseg local, já havia alertado sobre a inadequação do espaço para dispersar milhões de foliões. Segundo ela, a decisão foi tomada de forma unilateral pela prefeitura, sem consulta adequada aos moradores e comerciantes que sofrem com os impactos de ruído e trânsito.

Embora o prefeito Ricardo Nunes tenha defendido a estrutura montada, a realidade nas ruas mostrou uma Polícia Militar sobrecarregada, tentando coordenar o fluxo após o rompimento do perímetro de segurança.

Em nota, a Polícia Militar informou que reforçou o efetivo para garantir a segurança e que, apesar do grande susto e dos atendimentos médicos realizados no local, não houve registro de vítimas em estado grave.

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