Carnaval

De carnavalesca à diretora do espetáculo: a trajetória de Paola Novaes

Paola Novaes relembra infância na Baixada Santista e o início da carreira na Avenida, onde trocou o glamour dos camarotes pelo asfalto da passarela

JÚLIA CABRAL

13/02/2026 • 19:11 • Atualizado em 13/02/2026 • 19:11

A trajetória de Paola Novaes com o Carnaval começou muito antes das câmeras e das mesas de julgamento. Nascida em Santos, na Baixada Santista, a hoje diretora artística do Band Folia guarda na memória a imagem de quando, ainda criança, passava as madrugadas debruçada no vidro da janela de seu apartamento, de frente para a orla da praia, apenas para ver as escolas de samba desfilarem. Aquela fascinação pelo movimento das alegorias e pelas fantasias que cruzavam a noite santista foi o início de uma carreira dedicada integralmente à cultura popular.

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O que começou como uma paixão que ela define como "ancestral" tomou forma profissional através do jornalismo. Paola relembrou os tempos em que trabalhava na revista Manchete, uma época em que a cobertura exigia agilidade física para transportar filmes fotográficos e cromos entre o Rio de Janeiro e as redaçõe

. Enquanto muitos colegas buscavam o glamour dos camarotes, Paola fazia questão de estar na avenida, buscando entender as engrenagens da passarela e cada detalhe que compõe o desfile. Essa base prática foi fundamental para que ela se tornasse uma das vozes mais respeitadas na análise técnica do Carnaval atual.

Hoje, acumulando a função de diretora na Band com a responsabilidade de jurada do Grupo Especial do Rio de Janeiro, Paola Novaes celebra o fato de ter conseguido unir sua vida pessoal à sua trajetória profissional. Para ela, o Carnaval é um compromisso que exige paixão e um olhar apurado para as inovações artísticas.