Carnaval

Juliana Paes chora ao lembrar do pai em desfile da Viradouro: 'Sonho'

Atriz voltou a desfilar pela escola após 18 anos afastada da Sapucaí

Da redação
DA REDAÇÃO

17/02/2026 • 07:40 • Atualizado em 17/02/2026 • 07:40

Viradouro fez homenagem à Ciça, com Juliana Paes de volta

Viradouro fez homenagem à Ciça, com Juliana Paes de volta

João Salles | Riotur

A atriz Juliana Paes se emocionou ao falar do pai durante o retorno da atriz à Unidos de Viradouro na madrugada desta terça-feira (17). Ela volta ao posto de rainha de bateria após 18 anos afastada da Sapucaí, em enredo que fez homenagem ao mestre Ciça.

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Ao pisar no setor 1, Paes chorou ao lembrar do pai, Carlos Henrique, que ligou para a direção da Viradouro dias antes de morrer, em 2024. "Já estou pensando [no meu pai]. Se ele estivesse vivo, estaria aqui. De alguma maneira, ele iria dar um jeitinho de chegar até aqui. E ele está aqui, com certeza", disse ao Gshow, em lágrimas.

Anunciada no posto de rainha de bateria, Paes contou ainda em setembro de 2025 que o pai, que convivia com Alzheimer, ligou para a Viradouro e pediu que ela voltasse a sambar pela escola. "Meu pai era apaixonado por Carnaval. Faz cerca de um ano que ele morreu, com Alzheimer. Em um dos últimos dias vivo, ele disse que ligou para Viradouro", contou para a Quem.

Achando que se tratava de uma consequência do Alzheimer, Juliana Paes não levou a sério a fala do pai, até se encontrar com os diretores da escola. "Quando encontrei com o Marcelo e o Marcelinho para a reunião, eles falaram: ‘Você sabia que seu pai ligou para a gente?’ Estar aqui é saber que estou realizando um sonho do meu pai que parecia muito distante", disse, à época.

Homenagem ao Mestre Ciça

Diferentemente de enredos que exaltam personagens históricos ou grandes celebrações populares, a Vermelho e Branco buscou sua inspiração dentro de casa. Com o enredo “Pra Cima, Ciça!”, a vermelho e branca prestou homenagem em vida a Mestre Ciça, considerado um dos maiores – senão o maior – mestre de bateria da história do carnaval carioca e integrante da própria agremiação.

A escola de Niterói fez um desfile que deixou um recado claro para as adversárias: quer o título em 2026. Dos diversos pontos altos, ganham destaque o próprio Ciça, que surgiu de surpresa no abre-alas, uma alegoria reunindo mestres de bateria de diferentes escolas e o retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria após 18 anos.

O ápice da apresentação foi a reedição de um dos momentos mais icônicos do carnaval: o homenageado voltou a comandar a Furacão Vermelho e Branco, bateria da agremiação, do alto de um carro alegórico, repetindo a performance de 2007 que marcou época.

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