
Luana Piovani
Reprodução/Instagram/luapio
Luana Piovani abriu o coração em uma entrevista sincera ao jornal Estadão, compartilhando as angústias que enfrenta na criação de seu primogênito, Dom. O jovem, que se mudou para o Brasil para morar com o pai há dois anos, o surfista Pedro Scooby, vive hoje no Rio de Janeiro — um cenário que, segundo Luana, apresenta desafios culturais imensos para os valores que ela tenta transmitir. A atriz expressou o medo de que a essência de seu filho seja moldada por um ambiente que ela classifica como estruturalmente machista e alienado.
Para Luana, o fato de Dom estar inserido no universo do surfe e na elite brasileira potencializa essa preocupação. "Ele é surfista, que é um lugar extremamente machista, com homens machistas. Então assim, é muito difícil e ele tem essa vida da bolha, essa vida dos abastados do Brasil", pontuou.
A artista destacou que a combinação de privilégios financeiros com a cultura local cria uma barreira para a formação de uma consciência mais crítica e empática, chegando a confessar um sentimento de impotência: "Às vezes dá a sensação de que eu tô perdendo pro mundo".
O desabafo de Piovani reflete a realidade de muitas mães que vivem a distância e lidam com a dualidade de criações em lares diferentes. Morando em Portugal com os filhos mais novos, Bem e Liz, a atriz sempre foi vocal sobre suas divergências com Scooby em relação à educação das crianças.
Agora, com Dom vivendo sob a influência direta do estilo de vida carioca e do esporte profissional, Luana reafirma sua luta para que o filho não se deixe levar por comportamentos tóxicos, mesmo diante da forte pressão social da "bolha" em que ele se encontra.
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