
Maíra Cardi mostra problemas com PMMA
Reprodução/TikTok/@cardinigro
A influenciadora Maíra Cardi usou as redes sociais para desabafar sobre os problemas que convive por conta de uma reação ao uso de PMMA (polimetilmetacrilato) no rosto. Em um relato no TikTok, ela mostrou que está com protuberâncias visíveis no rosto e que o produto começou a tentar romper a pele.
"Essas coisas que parecem espinha são bolotas tentando sair da minha cara", explicou. Ela contou que o produto, aplicado há 20 anos, até pode ser retirado, mas é uma cirurgia complexa e que pode causar sequelas. "Ele falou com todas as letras: 'Não mexa aqui.' Porque, se eu pegar um nervo errado na sua cara, eu paraliso sua cara e você fica torta para sempre", relatou.
Maíra conta que era jovem e que não sabia dos riscos, por isso decidiu alertar outras pessoas. "Eu fui enganada muitos anos atrás. Não façam. Não ponham essa m*rda na bunda", disse. Além das protuberâncias, Maíra conta que não pode fazer outros procedimentos estéticos.
"Desde que eu fiz isso, eu nunca mais pude fazer nada. Tudo que as mulheres usam de benefício para ficarem lindas, eu não posso", afirmou e reforçou que o problema surgiu após 20 anos de aplicação. "Tem 20 anos que eu fiz isso. Não deu problema nenhum antes. Está dando agora. É um negócio silencioso e, quando ele fala, ele fala", destacou.
Quais os riscos do PMMA?
O polimetilmetacrilato, ou PMMA, é um produto que não é absorvível pelo corpo e tem difícil remoção. Segundo a médica Carolina Daitx, especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, ele tem diversos riscos. "Diferentemente dos preenchedores absorvíveis, ele permanece no organismo indefinidamente, podendo desencadear reações inflamatórias, infecções e deformidades mesmo muitos anos após a aplicação", diz.
Entre as complicações mais comuns, estão a formação de nódulos e granulomas, endurecimento da região tratada, inflamações crônicas, migração do produto para outras áreas do corpo e alterações estéticas permanentes.
A médica ainda cita que é normal ter casos como o de Maíra Cardi. "Há registros de pacientes que desenvolveram complicações entre cinco e 16 anos após o procedimento. Isso faz com que muitas pessoas tenham uma falsa sensação de segurança, acreditando que o tratamento foi bem-sucedido, quando na verdade o risco continua existindo", afirma.
PMMA é proibido no Brasil
O uso do PMMA para fins estéticos ou reparadores está proibido oficialmente desde 2 de junho de 2026, segundo Resolução do Conselho Federal de Medicina. A medida foi tomada por conta dos riscos de complicação.
Há apenas uma exceção para o uso de PMMA, que é para tratamento de lipodistrofia, que é a perda de gordura no corpo em pacientes com HIV/Aids por conta dos medicamentos antirretrovirais.
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