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Passa a valer hoje a proibição do PMMA em procedimentos estéticos

Nova regra entra em vigor nesta terça-feira e restringe o uso da substância a casos específicos de pacientes com HIV.

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 09:17 • Atualizado em 02/06/2026 • 09:18

PMMA no/na...?

PMMA no/na...?

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a proibir, a partir desta terça-feira (02), o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) em procedimentos estéticos de preenchimento.

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A medida foi adotada após anos de estudos que apontaram riscos associados à aplicação da substância, incluindo complicações graves e sequelas permanentes.

Proibição entra em vigor nesta terça-feira

Segundo o CFM, o PMMA utilizado como preenchedor injetável pode provocar reações inflamatórias, formação de granulomas, infecções e danos irreversíveis aos pacientes. Com a nova determinação, médicos ficam impedidos de utilizar a substância para fins meramente estéticos.

A resolução estabelece apenas uma exceção para o uso do PMMA: o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV. Fora dessa situação específica, a aplicação da substância passa a ser vedada.

O Conselho Federal de Medicina informou ainda que profissionais que descumprirem as novas regras poderão ser alvo de sanções e processos ético-disciplinares.

Substância já era alvo de recomendações da Anvisa

A decisão entra em vigor anos depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar que o PMMA fosse utilizado apenas em tratamentos reparadores realizados exclusivamente por médicos.

Apesar da orientação, a substância continuou sendo empregada de forma indevida em procedimentos estéticos em diferentes regiões do país.

Milhares de casos de complicações foram registrados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, um estudo realizado em 2016 apontava mais de 17 mil casos de complicações relacionadas ao PMMA registrados anualmente.

O CFM afirma que o uso da substância como preenchedor injetável favorece reações inflamatórias, formação de granulomas, infecções e sequelas irreversíveis, fatores que embasaram a decisão de restringir sua utilização.

Morte em São Paulo reacende debate sobre procedimento

O debate sobre os riscos do produto voltou a ganhar destaque após a morte de uma mulher na Zona Sul de São Paulo, na última semana.

Segundo informações divulgadas, ela teria realizado um procedimento com aplicação de PMMA nos glúteos e nas coxas e passou mal na clínica onde foi atendida.

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