Rádio Bandeirantes
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Maquiadora morre após complicações em procedimento estético em SP

Vítima de 48 anos viajou do Mato Grosso do Sul para a capital paulista para realizar intervenções e sofreu parada cardiorrespiratória no dia seguinte.

Da redação
DA REDAÇÃO

27/05/2026 • 13:23 • Atualizado em 27/05/2026 • 13:23

Procedimentos estéticos

Procedimentos estéticos

Freepik

A Polícia Civil de São Paulo avançou nas investigações sobre a morte da maquiadora Roseli Vieira, de 48 anos, que sofreu complicações fatais após passar por intervenções estéticas na Zona Sul da capital. O foco das autoridades policiais agora se concentra no uso do PMMA (Polimetilmetacrilato), uma substância plástica definitiva que teria sido aplicada nas coxas e nos glúteos da paciente.

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De acordo com as atualizações trazidas pelo repórter Guilherme Oliveira na Bandeirantes, o corpo de Roseli já foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), e a filha da vítima, que reside no Mato Grosso do Sul e viajou à capital paulista para acompanhar a mãe, aguarda a chegada de outros familiares para o translado.

Alerta sobre o uso de PMMA e falta de especialização

A investigação aponta que Roseli já havia se submetido a um procedimento estético dias antes e retornou à clínica para as aplicações nas pernas e glúteos. O uso do PMMA no caso acendeu um alerta definitivo na apuração:

"O PMMA é uma substância aprovada pela Anvisa para o uso na saúde em casos hospitalares muito específicos, e não para fins estéticos de preenchimento corporal. O grande problema é que o corpo não absorve esse produto, tornando o procedimento definitivo", explicou o repórter.

A responsável pelas aplicações foi identificada como a médica Tábita Nunes. Embora possua registro profissional e diploma de medicina regularizados, as autoridades confirmaram que ela não tem especialidade cirúrgica ou dermatológica reconhecida para executar esse tipo de intervenção invasiva.

Inquérito por homicídio culposo

A médica prestou depoimento formal na delegacia responsável pelo caso e foi liberada para aguardar o prosseguimento das investigações em liberdade. O caso é capitulado inicialmente como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

Os investigadores buscam determinar se o acúmulo de procedimentos em um curto espaço de tempo, somado à toxicidade ou reação do PMMA no organismo da maquiadora, desencadeou a falta de ar e a parada cardiorrespiratória que a vitimou na manhã de quarta-feira (27). Prontuários médicos e notas fiscais da clínica foram apreendidos para perícia.