
Embaixada dos EUA
Reuters
A fiscalização migratória nos Estados Unidos endureceu o cerco contra influenciadores digitais e familiares de atletas que utilizam o país como cenário para faturar. Informações do Portal Leo Dias indicam que a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil está monitorando de perto o fluxo de profissionais que acompanham a comitiva brasileira, mas que estariam exercendo atividades remuneradas com vistos de turismo.
A prática, comum em grandes eventos esportivos, coloca em risco a permanência desses profissionais em solo americano. A Embaixada americana foi procurada pela equipe de reportagem do Melhor da Tarde para esclarecer as regras de enquadramento dos vistos, mas até o fechamento desta edição, não havia emitido um posicionamento oficial, prometendo apenas uma manifestação futura sobre o rigor da fiscalização.
O risco da deportação e o precedente Gretchen
O cerco não é novo, mas tem ganhado contornos mais severos devido à atuação do governo americano contra estrangeiros em situação irregular. Influenciadores que levam equipes completas — incluindo fotógrafos, maquiadores, babás e assessores — sem a documentação específica de trabalho estão na mira das autoridades imigratórias. Caso flagrados exercendo funções profissionais sem o visto adequado, os envolvidos podem ser deportados e ter o visto de entrada cancelado.
O caso mais marcante deste risco envolve a cantora Gretchen. A artista permanece, até hoje, proibida de entrar nos Estados Unidos após ter sido flagrada trabalhando ilegalmente no país anos atrás. O episódio, que veio à tona justamente após o compartilhamento de conteúdos nas redes sociais, serve como exemplo da fragilidade dessa exposição: ao postar vídeos do dia a dia ou de bastidores de "trabalho", o próprio influenciador acaba fornecendo as provas necessárias para a atuação da imigração.
O "exército" de profissionais em solo americano
Segundo a reportagem, existem relatos de grupos levando mais de 10 pessoas para o território americano sob o pretexto de lazer, quando, na prática, as equipes estão em pleno exercício de suas funções, gerando lucros através de publicidade e produção de conteúdo.
Embora alguns profissionais, como o fotógrafo Metri, afirmem que sua documentação esteja rigorosamente em dia para o exercício da função, a falta de clareza sobre o enquadramento do visto em casos de produtores de conteúdo permanece uma área cinzenta que a embaixada começa a iluminar.
A recomendação para quem busca trabalhar em solo americano, mesmo que para marcas brasileiras, é a obtenção de vistos de categoria específica para trabalho ou intercâmbio profissional, evitando assim que a "fatura" da viagem acabe em uma deportação indesejada.
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