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Troca de alfinetadas entre Globo e Cazé TV esquenta transmissão de jogos

Padrões de transmissão da TV aberta são colocados em xeque pelo modelo inovador e informal adotado pela Cazé TV durante a Copa

Da redação, com Leo Dias
DA REDAÇÃO, COM LEO DIAS

18/06/2026 • 17:42 • Atualizado em 18/06/2026 • 17:42

A disputa pela audiência e pela preferência do público na cobertura da Copa do Mundo continua quente. O que foi visto até aqui, com a alternância de direitos de transmissão entre Globo, SBT e Cazé TV, está longe de um desfecho. A inovação trazida por Casimiro Miguel e sua equipe tem sacudido o mercado, desafiando o modelo tradicional de transmissão que imperou por décadas na TV aberta brasileira.

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A grande diferença, apontada por especialistas e comentaristas, é o caráter "disruptivo" da Cazé TV. O modelo tradicional, marcado pela uniformização e pelo tom solene, perde terreno para a informalidade. A transmissão digital se baseia na "resenha", um estilo de comunicação mais leve, jovial e alinhado à forma como os jovens consomem conteúdo na internet hoje.

O choque entre o padrão tradicional e o digital

Um dos momentos que ilustra essa mudança é a liberdade sobre marcas e patrocinadores. Enquanto em emissoras como a Globo existe um rígido controle sobre a citação de marcas — muitas vezes transformando menções a patrocinadores oficiais em "charadas" para o telespectador —, a Cazé TV adota uma postura sem rodeios.

O fenômeno é tão expressivo que criou um novo hábito: muitos espectadores utilizam a "segunda tela", assistindo à imagem na TV aberta, mas consumindo a narração pelo YouTube. O sucesso do formato é evidente, especialmente entre o público mais novo, transformando figuras como Diogo Defante em ícones desse novo jornalismo esportivo, que mistura informação com uma dose generosa de humor e descontração, garantindo uma leveza necessária ao entretenimento.

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