
Isabel Veloso
Reprodução/Instagram/@isabelvelosoo
Joelson Veloso, pai da influenciadora Isabel Veloso, que morreu no último dia 10 por complicações de um transplante de medula óssea, desabafou sobre a situação que a filha passou no hospital. Para o pai da jovem, os médicos não deram a devida atenção ao caso dela.
Ele publicou prints de conversas com a filha desde o fim de outubro e durante o período de internação. No dia seguinte ao transplante, ela contou ao pai que teve taquicardia e, no dia 27 de outubro, ela contou que poderia usar sonda caso não se alimentasse. O pai revelou que no mesmo dia ela teve uma infecção no intestino.
No dia 29 de outubro, a jovem relatou que teve alterações no pulmão e, segundo Joelson, foi a data em que ela apresentou rejeição da medula transplantada. "Não deram a devida atenção para exames", escreveu.
No dia da morte de Isabel, o pai da influenciadora chegou a pedir um atendimento mais atento à filha. “Apesar de todo esforço da equipe de cuidados intensivos, sentimos ausência de um acompanhamento mais atento por parte da hematologia, especialmente diante de um quadro tão delicado e instável. Isabel precisa de atenção integral e constante. Ela é mais que um caso clínico: é uma jovem cheia de vida, fé e vontade de viver”, afirmou.
“Solicitamos providências urgentes e o devido comprometimento com sua recuperação. O silêncio diante da gravidade do quadro não pode ser uma opção. Seguimos confiando em Deus, mas também pedimos responsabilidade, respeito e humanidade. Como pai estou cansado de ouvir não tem jeito! Não vamos nos calar”, disse.
O que ocorreu com Isabel Veloso?
Isabel Veloso morreu após passar meses internada com complicações de um transplante de medula óssea. Ela sofreu com a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro. A doença, segundo a biblioteca nacional de medicina dos Estados Unidos, é uma complicação grave que pode ocorrer após o transplante de medula óssea ou de células-tronco hematopoiéticas.
O problema que Isabel enfrenta ocorre quando linfócitos T do enxerto do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos, por diferenças de compatibilidade. Ou seja, os linfócitos iniciam uma resposta imune contra eles e ataca o corpo do paciente.
O ataque, segundo estudos, ocorre nos primeiros 100 dias após o transplante, levando o paciente a ter danos em diversos órgãos, como pele, trato gastrointestinal, fígado e pulmões. No caso de Isabel Veloso, ela teve complicações respiratórias.
Não perca nenhuma novidade!
Leia uma seleção especial de conteúdos no seu email e de graça
Escolha quais newsletters quer receber

