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Quais famosos defenderam a Ypê após suspensão da Anvisa por contaminação?

Enquanto órgãos sanitários alertam para riscos de contaminação microbiológica, celebridades e influenciadores saem em defesa da marca, alimentando o debate político sobre "perseguição" ao grupo

Da redação
DA REDAÇÃO

11/05/2026 • 11:43 • Atualizado em 11/05/2026 • 11:44

Jojo Toddynho e Julio Rocha defenderam o uso dos produtos Ypê

Jojo Toddynho e Julio Rocha defenderam o uso dos produtos Ypê

Reprodução/Instagram/RedeTV

O caso de contaminação dos detergentes da Ypê se tornou palco da polarização política brasileira. Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender a comercialização e determinar o recolhimento de diversos produtos da marca na última quinta-feira (7), celebridades e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro iniciaram um movimento de defesa da empresa nas redes sociais.

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Entre os nomes de maior peso que se manifestaram contra a medida estão a cantora Jojo Todynho e o ator Júlio Rocha. Jojo, que recentemente reafirmou seu posicionamento político, foi enfática ao dizer que não pretende descartar os itens que possui em casa. "A gente é raiz. Se eu não usar o meu Ypê, passo até mal", afirmou em seus stories, ignorando a recomendação de descarte dos lotes específicos.

Já o ator Júlio Rocha utilizou o Instagram para demonstrar sua fidelidade histórica à marca de forma inusitada. "Já tomei banho com Ypê", comentou o artista, reforçando o coro de que a interrupção das vendas seria uma medida exagerada.

O pano de fundo político

A defesa dos famosos não é apenas uma questão de preferência por detergentes. A família Beira, dona da Química Amparo (detentora da Ypê), é conhecida por seu apoio declarado a Jair Bolsonaro. Nas eleições de 2022, quatro integrantes da família doaram, juntos, R$ 1,5 milhão para a campanha de reeleição do ex-presidente.

Esse histórico fez com que bolsonaristas nas redes sociais classificassem a ação da Anvisa como "perseguição" e "represália" do governo Lula. O argumento utilizado pelos críticos é que a punição teria motivações ideológicas, e não apenas sanitárias.

O que dizem as autoridades sanitárias

Apesar do apoio das celebridades, a Anvisa e o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS) pedem cautela e reforçam que o risco sanitário permanece. A suspensão foi motivada pela identificação de falhas graves no processo de produção e riscos de contaminação microbiológica na fábrica de Amparo (SP).

Os órgãos recomendam:

  • Não utilizar produtos das linhas Ypê, Tixan, Bak e Atol cujo lote termine com o final 1.
  • Não realizar a compra desses itens, mesmo que ainda estejam em prateleiras.
  • Entrar em contato com o SAC da empresa para devolução ou troca.

A resposta da Ypê

Em nota, a Ypê afirmou que, embora tenha obtido um efeito suspensivo contra a decisão da Anvisa, optou por manter a produção suspensa voluntariamente para acelerar a conclusão das melhorias apontadas pelo órgão. A empresa, que fatura cerca de R$ 10 bilhões anuais e está presente em 95% dos lares brasileiros, declarou que está colaborando integralmente com as autoridades para garantir a transparência do processo.