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Relembre o adeus de Oscar Schmidt da Seleção Brasileira de basquete em 1996

Mão Santa encerrou a trajetória de quase 20 anos com a camisa do Brasil na Olimpíada disputada em Atlanta

Da redação
DA REDAÇÃO

18/04/2026 • 14:26 • Atualizado em 18/04/2026 • 14:26

Oscar Schmidt entrou oficialmente em quadra pela última vez com a seleção brasileira masculina de basquete em 2 de agosto de 1996.

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Na ocasião, o Brasil enfrentou a Grécia em confronto que valia o quinto lugar do torneio da modalidade nos Jogos Olímpicos disputados em Atlanta, nos EUA. Perdeu por 91 a 72, e teve que se contentar com a sexta posição.

Mas talvez a posição nem mesmo fosse possível sem Oscar. O ala voltou à Seleção Brasileira em 1995 após três anos de ausência e ajudou o time a garantir uma vaga pelo Pré-Olímpico disputado na Argentina. A partir daí, adiou o adeus por mais um tempo.

O adeus chegou na Olimpíada de 1996. Na primeira fase, o Brasil teria pela frente o difícil Grupo B, com Austrália, Coreia do Sul, Grécia, Iugoslávia e Porto Rico. Precisaria terminar entre os quatro primeiros da chave para avançar.

Na estreia, venceu Porto Rico por 101 a 98, e Oscar foi o cestinha do jogo com 45 pontos. Mas vieram três derrotas seguidas para Grécia (89 a 87), Austrália (109 a 101) e Iugoslávia (101 a 82), e a classificação virou dúvida. Ficou para a última rodada.

Mas o Brasil confirmou o favoritismo e venceu a Coreia do Sul por 127 a 97, e Oscar foi novamente o cestinha com 25 pontos. Nas quartas de final, viria mais uma pedreira: os Estados Unidos, campeões de 1992 e anfitriões do torneio de 1996.

Não deu para o Brasil, que perdeu por 98 a 75. Mas Oscar foi o cestinha do jogo com 26 pontos, superando astros da NBA em quadra como Shaquille O’Neal, Gary Payton e Penny Hardaway. Na definição da posição final, venceu a Croácia de Toni Kukoc por 80 a 74 e só parou no reencontro diante da Grécia.

Terminava ali, diante dos helênicos, a trajetória de 19 anos de Oscar Schmidt na Seleção Brasileira. Um adeus que não escapou da emoção do maior nome da história do basquete brasileiro.

“Vai ficar um vazio muito grande dentro de mim, e eu não sei se vai ser possível encher de novo. São muitos anos de amor à seleção do Brasil”, emocionou-se o Mão Santa na época.

“Queria agradecer a todo mundo que torceu por mim aí no Brasil, a todo mundo que mandou mensagem para mim. À minha família, à minha esposa, meus técnicos que me ajudaram a chegar aqui e a todos os meus companheiros que passaram pela Seleção Brasileira. Muito obrigado a todo vocês”, agradeceu.