
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, participou da São Paulo Innovation Week nesta quinta-feira (14) e detalhou a estratégia para tornar o clube hegemônico no Brasil. Bap também não poupou palavras ao comentar a saída do Palmeiras da Libra.
Com um faturamento recorde de R$ 2 bilhões em 2025, o Flamengo quer mais e deseja transformar o Brasileirão em uma das três maiores ligas do mundo.
A guerra da Libra e a saída do Palmeiras
Bap explicou a recente vitória judicial que garantiu R$ 150 milhões ao Flamengo. O dirigente reforçou que o clube não abriria mão de receber valores baseados em sua audiência histórica e engajamento no pay-per-view.
Sobre a saída do Palmeiras do bloco — que ocorreu logo após o acordo favorável ao Rubro-Negro —, Bap foi irônico ao minimizar qualquer rusga com Leila Pereira e deixou um aviso.
"Não tenho problema nenhum com a Leila. Mas alguém achar que vai fazer birra e eu vou tratar de maneira diferente, boa sorte... Os clubes permanecem, os dirigentes passam", disparou o mandatário.
Sonho da hegemonia
Após um 2025 avassalador, o Flamengo se consolidou financeiramente e, para Bap, o objetivo é estar sempre no topo.
"Penso nisso (hegemonia) desde sempre. É impossível controlar as variáveis. Ainda que você não chegue lá, é importante estar em uma posição relevante", afirmou o dirigente.
Bap ainda defendeu uma visão mais ampla para o futebol nacional, argumentando que os clubes precisam ampliar receitas e transformar o Brasileirão em vitrine mundial.
"Se a gente for mensurar a paixão do brasileiro e o que o futebol nacional movimenta, é pouco. Nós, como amantes, deveríamos nos preocupar em ser uma das três maiores ligas do mundo. Quando a maré cresce, todo mundo navega", comentou.
Crítica aos clubes
O dirigente criticou a postura de clubes que priorizam ganhos imediatos em vez da valorização do produto a longo prazo. "Precisamos valorizar a liga. Quem vende o almoço para pagar o jantar vai ter dificuldade para lidar com isso", completou, reforçando que a maré alta deve beneficiar a todos.

