Esporte na Band

Comissão do São Paulo pede expulsão de envolvidos no caso dos camarotes

Mara Casares e Douglas Shwartzmann são investigados por suposto envolvimento na venda ilegal dos camarotes do Morumbi

Da redação
DA REDAÇÃO

30/03/2026 • 14:10 • Atualizado em 30/03/2026 • 14:27

Morumbi antes de São Paulo x Corinthians

Morumbi antes de São Paulo x Corinthians

Corinthians/Reprodução

Após concluir o relatório da investigação interna sobre o esquema clandestino que explorava um camarote do Morumbi, a Comissão de Ética do São Paulo decidiu, nesta segunda-feira (30), pedir o afastamento de Mara Casares e Douglas Shwartzman.

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O próximo passo está com o Conselho Deliberativo que tem 30 dias para fazer a convocação de uma votação para definir se os dois serão expulsos do clube.

A decisão pelo pedido de exclusão foi unânime com votos de:s Antônio Maria Patiño Zorz, Felipe Nelli Soares, Luiz Augusto Lia Braga, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior.

No estádio do São Paulo, alguns camarotes são comercializados durantes shows nacionais e internacionais. Contudo, o camarote 3A não entra nesta safra e é conhecido como "Sala Presidencial".

Mara Casares e Douglas Schwartzmann estariam envolvidos em um esquema de venda de ingressos para esse espaço, uma ação não autorizada. Mara e Douglas foram flagrados em gravação de conversa que revelou o esquema, chamado por eles mesmos de "clandestino" no áudio.

Quando ouvidos pela Comissão de Ética, disseram ser inocentes.

Douglas disse que usou mal as palavras quando falou que o caso se tornar público seria um problema e que tratava a situação apenas em campo hipotético. Na gravação, ele pressiona Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária nas vendas do camarote, a retirar um processo que poderia tornar o caso conhecido.

O ex-diretor da base ainda disse que não há provas de que tenha recebido dinheiro com o uso irregular do camarote. Já Mara apontou que fazia um favor a uma parceira da diretoria feminina, a qual ela encabeçava. Adriana tinha negócios com Mara no São Paulo desde pelo menos 2022, apontou o MP-SP.