Resumo
Operação policial da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) foi deflagrada contra a venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbi, envolvendo quatro mandados de busca e apreensão contra Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Rita de Cassia Adriana Prado.
Denúncia de esquema ilegal levou ao afastamento de Mara Casares e Douglas Schwartzmann de seus cargos no São Paulo FC, após áudios e boletim de ocorrência apontarem a participação de ambos e de Rita Prado na comercialização irregular de ingressos para shows no estádio; clube anunciou investigação interna e prometeu medidas cabíveis.
Votação do Conselho Deliberativo resultou no afastamento do presidente Julio Casares por gestão temerária e outras investigações, com 188 votos favoráveis entre 223 conselheiros, enquanto o vice-presidente Harry Massis Júnior assume interinamente até nova decisão em assembleia de sócios.
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) uma operação contra a venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbi, do São Paulo FC. A informação foi onfirmada pela Band.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, presidente afastado do cargo, que atuava como diretora feminina de cultura e eventos.
Além de Mara Casares, Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base do São Paulo, que está afastado do cargo, e a empresária Rita de Cassia Adriana Prado, que negociava ilegalmente os camarotes, também são alvos da operação.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra esses três investigados.
São Paulo apura denúncia
O São Paulo anunciou em dezembro que Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base, e Mara Casares, diretora feminina de cultura e eventos, pediram licença dos respectivos cargos na gestão do clube.
A solicitação da dupla vem após publicação de reportagem do site GE, na qual ambos são citados como participantes de um esquema de venda ilegal de camarotes do estádio do Morumbi.
Segundo áudio da reportagem, Schwartmann afirma que Mara Casares recebeu o camarote 3A para venda de ingressos para o show da cantora Shakira, realizado no estádio em fevereiro. O camarote teria sido entregue por Marcio Carlomagno, superintendente do clube e braço direito do presidente Julio Casares, com quem Mara foi casada.
O direito ao uso do camarote, por sua vez, teria sido repassado à empresária Rita de Cassia Adriana Prado, que alegou ter comercializado ingressos para o show, mas recebido valores abaixo dos negociados. Ela então registrou um Boletim de Ocorrência e passou a ser pressionada por Douglas e Mara.
Em nota divulgada à imprensa, o São Paulo informou que “tomou conhecimento do conteúdo do áudio por meio da imprensa e que realizará a devida apuração dos fatos”. “Com base nessa análise, o clube adotará as medidas que se mostrarem necessárias”, completou.
Processo de impeachment contra Casares
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o impeachment do presidente Julio Casares, nesta sexta-feira (16). Ao todo 223 conselheiros participaram da votação e 188 aprovaram o afastamento por gestão temerária e por outras investigações que estão em andamento. São 18 votos mais do que era necessário.
O impeachment não está concretizado por enquanto. Mas Casares ficará afastado por pelo menos 30 dias. Durante esse período, uma nova votação será convocada, agora na Assembleia de Sócios. E a tendência é que o afastamento definitivo seja concretizado sem problemas. Será necessária a maioria simples.
Agora o cargo de presidente fica com Harry Massis Júnior. Ele é sócio do clube desde 1964 e conselheiro vitalício. Foi eleito vice-presidente na chapa de Julio Casares até o fim de 2026. Nos últimos meses, passou a integrar o grupo político Vanguarda, que rompeu com Casares.
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