
Gianni Infantino, presidente da Fifa
REUTERS/Cesar Olmedo
Após a desistência da Fifa para vender cotas da Copa do Mundo, a Concacaf, entidade que organiza o futebol na América do Norte e Central, emitiu uma nota oficial neste sábado (1º), parabenizado a revogação do projeto e exaltou como o jornalismo foi importante em todo o processo.
No comunicado, a Concacaf afirmou que a proposta foi algo realizado fora da estrtutura de governança do futebol mundial. Segundo a entidade, foi de extrema importância a coragem das federações ao se oporem, além disso reforçou o papel da mídia.
“A Concacaf também gostaria de reconhecer e elogiar o papel da mídia em trazer essa questão à luz do dia", disse.
Assim como a Concacaf, a Uefa, entidade máxima do futebol europeu, também se posicionou, mas destacou que não confia nas decisões tomadas pela Fifa a partir de agora.
Leia a nota completa:
A Concacaf e suas 41 Associações Membro acolhem com satisfação a retirada da proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE).
A Confederação também parabeniza suas 41 Associações Membro e toda a família do futebol pela coragem e união demonstradas nesta semana. Em um momento que exigia liderança pautada por princípios, nossos membros se uniram em defesa dos interesses de longo prazo do futebol e dos princípios da boa governança.
Essa unidade prevaleceu.
A Concacaf também gostaria de reconhecer e elogiar o papel da mídia em trazer essa questão à luz do dia.
Os acontecimentos dos últimos dias expuseram algo que agora não pode ser ignorado: o futuro da Copa do Mundo da FIFA, o maior patrimônio do futebol mundial, foi definido fora de qualquer estrutura de governança estabelecida, sem transparência, consulta ou devido processo legal.
Uma proposta desta magnitude não chega a este ponto por acaso. É sintoma de uma liderança que deixou de priorizar o futebol. Este recente ato unilateral e flagrante de má gestão e liderança segue um padrão de erros e comportamentos semelhantes. Uma análise profunda desta presidência é imprescindível.
Essa preocupação não é exclusiva da Concacaf. Ela é compartilhada por muitas confederações, associações membros e por todos que servem e amam o futebol. Quando as pessoas encarregadas de proteger o esporte concluem que não podem mais fazê-lo internamente, a família do futebol tem o direito de questionar como tal proposta pôde prosseguir e quem é o responsável por ela.
A FIFA não é uma empresa privada. É uma entidade criada em nome do futebol e de seus membros. Aqueles que são nomeados para servi-la têm um dever fiduciário, um dever de servir acima do poder. Quando esse dever não é cumprido, a responsabilização não pode ser opcional.
Conforme estipulado por nossas Associações Membro, os membros do Conselho da FIFA da Concacaf se envolverão diretamente e por meio do Conselho da FIFA para garantir que as questões de governança, responsabilidade e liderança sejam tratadas adequadamente por meio das instituições e procedimentos estabelecidos pelos Estatutos da FIFA.
Eles também trabalharão dentro dessa mesma estrutura para determinar como uma parte das vastas reservas pode ser distribuída aos nossos membros por meio do financiamento FIFA Forward para o desenvolvimento do futebol em nossa região, sem comprometer nosso futuro comum.
Somos todos simplesmente guardiões, servindo um jogo que pertence a todos nós.
A união demonstrada pelas nossas Associações Membro esta semana reafirmou que, quando guiado por coragem, integridade e boa governança, o futebol permanecerá onde deve estar: nas mãos do futebol, e não de um único indivíduo.
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