Esporte na Band

CAF declara apoio a Infantino e "garante trabalho em conjunto" com a Fifa

Confederação Africana se mantém ao lado do atual presidente mesmo depois do fracasso da venda de ações da Copa do Mundo

Da redação
DA REDAÇÃO

06/08/2026 • 17:55 • Atualizado em 06/08/2026 • 18:51

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Reuters/Maria Lysaker

Resumo

Apoio da Confederação Africana de Futebol (CAF) ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, ocorre após críticas por proposta de plano comercial que foi definida como "venda da Copa do Mundo" por entidades esportivas.

Recuo de Infantino, com pedido público de desculpas e admissão de erro, acontece diante da repercussão negativa sobre a criação da Fifa Forward Enterprise, que previa repasse de 20% a 30% dos lucros a parceiros comerciais, seguido de promessa de revisão interna pela Fifa.

Resistência da Uefa à liderança de Infantino permanece, com ameaça de boicote a competições, enquanto Conmebol e CAF reforçam apoio ao dirigente e à continuidade do trabalho conjunto com foco em governança e desenvolvimento do futebol.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou um apoio relevante da Confederação Africana de Futebol (CAF) após ser alvo de duras críticas por sugerir um plano comercial definido por entidades do esporte como a "venda da Copa do Mundo".

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A manifestação da entidade africana ocorreu depois que o dirigente recuou do projeto, pediu desculpas publicamente e admitiu que a iniciativa foi um erro.

A polêmica começou com a proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), que daria a parceiros comerciais entre 20% e 30% dos lucros dos eventos da instituição. Diante da repercussão negativa, a Fifa voltou atrás e divulgou um comunicado em que Infantino admitiu falhas no processo e descartou o plano comercial.

"Certamente não era nossa intenção que o Conselho da Fifa e as Associações Membro da Fifa se sentissem excluídos do processo, e a situação deveria ter sido conduzida de forma diferente", diz o comunicado assinado por Infantino e pelo secretário-geral da entidade, Mattias Grafström.

A nota da Fifa acrescenta que a instituição realizará uma revisão interna para apresentar um relatório ao Conselho na próxima reunião.

CAF e Conmebol apoiam; Uefa promete boicote

Apesar da desistência da proposta comercial, a resistência a Infantino segue forte na Europa. A Uefa promete boicotar competições enquanto o dirigente mantiver o comando da federação internacional. Por outro lado, Infantino encontrou respaldo na Conmebol e, mais recentemente, na confederação africana.

O presidente da CAF, Patrice Motsepe, reforçou o alinhamento com a gestão atual da Fifa e descartou a busca por parcerias alternativas.

"Para nós, na África, a adesão à governança, ao devido processo legal e à transparência é crucial e inegociável, uma vez que esta é a prática e a conduta que esperamos dos nossos governos, empresas e outras instituições. Esta é também a conduta esperada da CAF", declarou o dirigente.

Motsepe afirmou ainda que a CAF está empenhada em continuar o trabalho conjunto com a entidade que comanda o futebol mundial, com foco nas melhores práticas globais de governança e no desenvolvimento do esporte.

*Com informações de Estadão Conteúdo