Esporte na Band

Fifa admite erro, mas ataca oposição após plano frustrado de Infantino

Entidade realizou uma reunião de emergência nesta quarta-feira (5)

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 19:16 • Atualizado em 05/08/2026 • 19:16

Infantino, presidente da Fifa

Infantino, presidente da Fifa

REUTERS/Henry Romero

A Fifa realizou nesta quarta-feira (5), em Rabat, no Marrocos, uma reunião de emergência para debater a crise instaurada na entidade. O desgaste político ocorreu após o vazamento da tentativa do presidente Gianni Infantino de vender ações minoritárias de competições da organização.

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O encontro contou com a presença de Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de membros do Conselho de Administração da entidade. Um dos principais pontos debatatidos foi a frutrada proposta da criação do FIFA Forward Enterprise (FFE).

O plano previa a fundação da FFE para comercializar participações minoritárias nos eventos da instituição, em um negócio avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões. A proposta, contudo, não avançou diante da forte reação da Uefa, da Concacaf e de integrantes da própria entidade, incluindo o secretário-geral Mattias Grafström.

Reconhecimento de erros e apoio a Infantino

Durante a reunião, a Fifa admitiu que os erros cometidos na condução da proposta foram reconhecidos. A entidade afirmou que não tinha a intenção de excluir o Conselho da FIFA e as Associações Membro do processo, declarando que o tema deveria ter sido conduzido de outra forma e pedindo desculpas pelo ocorrido.

Em nota oficial, a organização adotou tom firme sobre a sua imagem e relatou o respaldo ao seu mandatário:

"A FIFA não tolerará quaisquer ataques à sua integridade e tomará todas as medidas necessárias para defender a sua reputação", declarou a entidade em comunicado.

Ainda no comunicado, a instituição informou que os membros do Conselho de Administração presentes "reafirmaram seu total apoio ao presidente Gianni Infantino". A organização concluiu afirmando estar confiante de que o encontro serviu para fortalecer a governança e ajudou a restaurar a confiança na entidade.