
Infantino, presidente da Fifa
REUTERS/Henry Romero
A Fifa realizou nesta quarta-feira (5), em Rabat, no Marrocos, uma reunião de emergência para debater a crise instaurada na entidade. O desgaste político ocorreu após o vazamento da tentativa do presidente Gianni Infantino de vender ações minoritárias de competições da organização.
O encontro contou com a presença de Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de membros do Conselho de Administração da entidade. Um dos principais pontos debatatidos foi a frutrada proposta da criação do FIFA Forward Enterprise (FFE).
O plano previa a fundação da FFE para comercializar participações minoritárias nos eventos da instituição, em um negócio avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões. A proposta, contudo, não avançou diante da forte reação da Uefa, da Concacaf e de integrantes da própria entidade, incluindo o secretário-geral Mattias Grafström.
Reconhecimento de erros e apoio a Infantino
Durante a reunião, a Fifa admitiu que os erros cometidos na condução da proposta foram reconhecidos. A entidade afirmou que não tinha a intenção de excluir o Conselho da FIFA e as Associações Membro do processo, declarando que o tema deveria ter sido conduzido de outra forma e pedindo desculpas pelo ocorrido.
Em nota oficial, a organização adotou tom firme sobre a sua imagem e relatou o respaldo ao seu mandatário:
"A FIFA não tolerará quaisquer ataques à sua integridade e tomará todas as medidas necessárias para defender a sua reputação", declarou a entidade em comunicado.
Ainda no comunicado, a instituição informou que os membros do Conselho de Administração presentes "reafirmaram seu total apoio ao presidente Gianni Infantino". A organização concluiu afirmando estar confiante de que o encontro serviu para fortalecer a governança e ajudou a restaurar a confiança na entidade.
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