Esporte na Band

Vai renunciar? Infantino convoca reunião de emergência na Fifa

Presidente da entidade está pressionado após crise com a Uefa e outras federações

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 18:50 • Atualizado em 04/08/2026 • 23:37

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa

REUTERS/Benoit Tessier/File Photo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, marcou para esta quarta-feira (5) uma reunião de emergência no Marrocos com a alta cúpula da entidade. O encontro foi motivado pelo fracasso do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), proposta que pretendia captar investimento privado e previa a comercialização de ações da Copa do Mundo e de outros torneios da organização.

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Segundo a imprensa internacional, Infantino tem pressionado as Associações Membros por apoio, com foco central no continente asiático. As manobras nos bastidores, porém, geraram forte indignação. O presidente da Federação Jordaniana de Futebol, Príncipe Ali Al Hussein, acusou o dirigente ao afirmar que parte das táticas para angariar votos "equivalem a chantagem".

Pressão interna e críticas de diretores

A rejeição ao plano de investimento privado partiu da própria diretoria da instituição. O secretário-geral da organização, Mattias Grafström, classificou o episódio em mensagem aos funcionários como uma "triste e vergonhosa série de eventos que felizmente terminou com o abandono definitivo do projeto", garantindo proteção aos colaboradores diante do cenário político.

A insatisfação também foi reforçada pelo chefe de desenvolvimento global do futebol da entidade e ex-técnico do Arsenal, Arsène Wenger. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (4), o francês declarou que não participou da elaboração da proposta e destacou que a retirada do projeto era "absolutamente necessária e indiscutível".

Risco de renúncia de Infantino?

Diante do desgaste, o mandatário tenta mapear a base aliada para confirmar se ainda mantém ao menos 106 votos na entidade. Enquanto diversos países pediram mais tempo de análise, a Federação Suíça exigiu uma conversa presencial com o dirigente antes de oficializar qualquer posicionamento.

A reunião no Marrocos promete debates intensos. Embora a renúncia do mandatário seja avaliada como pouco provável no momento, a possibilidade não é descartada nos bastidores. A tendência é que o dirigente busque reorganizar suas alianças políticas apoiando-se na base que ainda preserva nas federações da América do Sul, África e Ásia.