Esporte na Band

Blatter defende mulher no comando da Fifa e critica Infantino

Ex-presidente da Fifa também questionou a relação do atual mandatário com Trump

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 17:31 • Atualizado em 04/08/2026 • 20:48

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa

Conmebol.com

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, utilizou as redes sociais para criticar a gestão de Gianni Infantino e sugerir um nome para assumir o comando da entidade máxima do futebol mundial. O ex-dirigente defendeu a indicação de Lise Klaveness, ex-jogadora da seleção norueguesa e atual presidente da federação de futebol de seu país.

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A declaração ocorre em meio às contestações sofridas por Infantino após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta que visava captar investimento privado para competições da instituição.

"Lise Klaveness merece o maior respeito. Ela foi a única que sempre assumiu uma posição clara e não seguiu a corrente dominante. E, na Fifa, chegou o momento de uma mulher assumir a liderança", afirmou Blatter no X (antigo Twitter).

Ataques ao plano comercial

Blatter se somou aos críticos do plano de privatização e reprovou a relação entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando a aproximação financeira como prejudicial ao esporte.

O ex-mandatário enfatizou que a entidade é uma associação com responsabilidade fiduciária e não deve tratar o futebol como um fundo de investimentos privados.

"A Fifa não é um fundo de private equity. Se você vender as joias da coroa do futebol para investidores privados, você também vende parte do jogo - especialmente sua alma. O dinheiro importa, mas nunca deve se tornar tudo", publicou Blatter, que atualmente se intitula "filósofo do futebol".

UEFA lidera oposição

O projeto comercial de Infantino ruiu após forte oposição da UEFA, que apontou falta de transparência e o risco de o futebol ser controlado pela ganância do mercado financeiro.

A federação europeia ameaçou boicotar os principais torneios da organização e articulou o movimento pela saída do dirigente ítalo-suíço. Em decorrência da crise, países como Inglaterra, País de Gales e Sérvia já retiraram o apoio à reeleição de Infantino.