Esporte

UEFA emite comunicado e ameaça boicote à Copa; entenda polêmica com a FIFA

Entidade máxima do futebol pretende vender a Copa do Mundo a acionistas

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30/07/2026 13:00 • Atualizado há 4 horas

Infantino

Infantino

REUTERS/Henry Romero

A UEFA emitiu uma nota oficial dura nesta quinta-feira (30) para se posicionar contra a decisão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de vender participações acionárias na Copa do Mundo e em outros torneios da entidade. A organização declarou que as seleções de suas associações-membro não participarão dessas competições caso a medida seja mantida.

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Com a decisão, a entidade europeia ameaça não enviar suas seleções para a Copa do Mundo de 2030, além de vetar a presença de clubes do continente na Copa do Mundo de Clubes e na Copa Intercontinental.

"A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. É um dos maiores legados do futebol. Nenhuma parte dela jamais deveria ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda", afirmou a UEFA em nota oficial.

Alegações de coerção

No comunicado, a entidade europeia classificou como "irresponsável e indefensável" o fato de uma proposta de tamanha relevância ter sido elaborada em segredo, sem consulta aos gestores do esporte.

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Para aprovarem a venda, as federações receberam uma proposta de aumento nos repasses de 8 para 20 milhões de dólares. Contudo, Infantino declarou que as federações que recusarem o projeto podem ficar sem receber valor algum.

"Esta não é uma 'decisão democrática', mas sim uma governança pela intimidação – um ato de coerção indigno de uma instituição encarregada da gestão do futebol mundial", rebateu a UEFA.

Como funciona o plano da FIFA

Segundo divulgado pela própria FIFA em seu site oficial, o projeto prevê a venda de parte do torneio para investidores e acionistas, mantendo a entidade como acionista principal.

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Confira os detalhes da proposta apresentada por Gianni Infantino:

  • Fatia à venda: Entre 20% e 30% da Copa do Mundo para investidores das 211 associações que integram a entidade.
  • Arrecadação estimada: O acordo pode movimentar até 15 bilhões de libras (aproximadamente R$ 201 bilhões).
  • Novo cargo: Infantino passaria a atuar como comissário da nova empresa responsável por gerir parte da competição.
  • Apoio e coordenação: O presidente da FIFA já estabeleceu contato com investidores próximos a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com coordenação do banco JP Morgan.