Fifa planeja vender parte da Copa do Mundo para acionistas; entenda
Gianni Infantino, presidente da entidade, pensa em ideia e já conversa com possíveis interessados

Donald Trump e Gianni Infantino na final da Copa do Mundo
Reuters/Mark J Rebilas
Resumo
Publicação dos jornais “The Times” e “The Telegraph” revelou que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, planeja vender entre 20% e 30% da Copa do Mundo para investidores, envolvendo potencial arrecadação de 15 bilhões de libras.
Estrutura da nova empresa teria a Fifa como principal acionista, com Infantino atuando como comissário, participação de investidores ligados às associações da entidade, coordenação do processo pela JP Morgan e contato com acionistas próximos à gestão de Donald Trump.
Criticismo de figuras do futebol, como Javier Tebas e Aleksander Ceferin, e insatisfação de federações, incluindo Bélgica e Uefa, foram direcionados a Infantino por decisões polêmicas e episódios como a anulação do cartão vermelho de Folarin Balogun.
Os jornais “The Times" e “The Telegraph” publicaram uma notícia bombástica na manhã desta terça-feira (28) sobre o futuro da Copa do Mundo. Segundo os periódicos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, planeja vender parte do Mundial para acionistas e investidores. A entidade máxima do futebol confirmou a medida no início da tarde.
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A Fifa seria a principal acionista da Copa do Mundo. A ideia de Infantino é vender entre 20% e 30% da competição para investidores das 211 associações que fazem parte da entidade máxima do futebol. O acordo poderia render 15 bilhões de libras (R$ 201 bilhões).
Infantino seria um comissário dessa nova empresa que comandaria parte da Copa do Mundo. O presidente da Fifa, inclusive, já teria entrado em contato com alguns acionistas próximos à gestão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aliado forte do italiano. A JP Morgan coordena o processo.
Infantino sofre críticas
Gianni Infantino tem lidado com muitas críticas de figuras importantes do futebol mundial após a Copa do Mundo mesmo conseguindo atingir marcas históricas neste Mundial. Javier Tebas, presidente da LaLiga, e Aleksander Ceferin, mandatário da Uefa, criticaram publicamente o italiano ao longo das últimas semanas.
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O caso da anulação do cartão vermelho do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, também não foi bem visto na comunidade do futebol. A Federação da Bélgica e a Uefa fizeram duas críticas à Fifa pelo episódio.
Mais críticas da Uefa
A Uefa voltou a criticar publicamente a Fifa pela nova ideia de Infantino. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a entidade máxima do futebol europeu fez uma alerta para “mais uma linha cruzada” por parte do órgão global.
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