Esportes

Após boicote da UEFA, Concacaf rejeita oferta da FIFA de vender a Copa

Confederação e suas 41 associações questionam falta de transparência e necessidade de capital privado após lucros recordes

2 min

30/07/2026 17:00 • Atualizado há 4 horas

Infantino, presidente da FIFA

Infantino, presidente da FIFA

REUTERS/Jennifer Gauthier

Resumo

Rejeição da proposta de venda de ações da Copa do Mundo para investidores privados foi anunciada oficialmente pela Concacaf e suas 41 associações membros, após reunião com participação de presidentes das associações, membros do Conselho da Concacaf e do Conselho da FIFA, ocorrida horas depois do boicote feito pela Uefa.

Preocupações com falta de devido processo, prazo curto imposto, ausência de revisão pelos órgãos de governança da FIFA e questionamento sobre a necessidade de buscar capital privado após recorde de lucratividade da Copa do Mundo motivaram a decisão.

Adoção de ações específicas incluiu orientação para engajar a FIFA sobre o uso de reservas existentes para o programa FIFA Forward e instrução ao presidente da FIFA para garantir respeito aos processos de governança, enquanto a Concacaf reafirmou compromisso com serviços, gestão transparente e prioridade ao futebol.

A Concacaf, em conjunto com suas 41 associações membros, anunciou oficialmente, nesta quinta-feira (30), a rejeição de uma proposta desenvolvida e apresentada pelo presidente da FIFA, que prevê a venda de ações da Copa do Mundo para investidores privados.

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A decisão foi tomada durante uma reunião convocada pela Concacaf com os presidentes de todas as suas associações, membros do Conselho da própria confederação e do Conselho da FIFA e aconteceu horas depois do boicote anunciado pela UEFA.

Segundo o comunicado, houve profundas preocupações com a falta de devido processo em torno da proposta, além de um "prazo artificialmente curto imposto" e a ausência de revisão ou aprovação pelos órgãos de governança da FIFA.

A confederação também questionou abertamente a necessidade de buscar investimentos de capital privado para financiar programas de desenvolvimento após a “a Copa do Mundo da FIFA mais lucrativa da história” realizada neste ano.

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Medidas e Governança

Diante da negativa, a Concacaf e suas associações determinaram ações específicas aos seus membros no Conselho da FIFA:

  • Engajar a FIFA para determinar como as "vastas reservas existentes da FIFA" poderiam ser utilizadas para aumentar o financiamento do programa FIFA Forward na região;
  • Instruir o presidente da FIFA a garantir que qualquer questão siga os processos de governança apropriados, via equipe técnica e conselho, conforme os Estatutos da FIFA;

Ao reafirmar sua posição, a Concacaf destacou sua filosofia de colocar o futebol em primeiro lugar, baseada em serviços e gestão transparente.