
Samir Xaud e Gianni Infatino
Reprodução/Instagram
O presidente da CBF, Samir Xaud, manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a tentativa do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de privatizar competições da entidade. Durante visita a Teresina nesta quarta-feira (5), para a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol Piauí, o dirigente revelou ser contrário à proposta.
O plano de Infantino previa a fundação da FIFA Forward Enterprise (FFE) para vender participações minoritárias dos eventos da entidade, em negócio avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões. Apesar do recuo do presidente da FIFA após forte repercussão negativa e ameaças de boicote por parte da UEFA, a CBF ainda não emitiu uma nota oficial sobre o tema.
"Estamos conversando com a Conmebol em relação a este assunto, mas é uma coisa que a gente não vê com bons olhos. Vamos tomar uma decisão em bloco, junto com a Conmebol, mas eu, particularmente, sou um pouco contra a essa venda dos direitos", declarou Xaud.
Infantino busca por apoio político
Após engavetar o projeto, Infantino tenta reorganizar sua base política visando a reeleição. Segundo o jornal britânico The Times, o dirigente teria oferecido nesta quarta-feira (5) a final da Copa do Mundo de 2030 ao Marrocos em troca de apoio na votação, informação que foi negada pela FIFA. O país africano sediará o 77º Congresso da entidade em março de 2027, evento no qual será realizada a eleição presidencial.
Até o momento, a candidatura do atual mandatário conta com alianças confirmadas e apoios no cenário internacional:
Confederação Africana (CAF): O presidente da entidade, o sul-africano Patrice Motsepe, indicou que apoiará a reeleição de Infantino.
Países Asiáticos: Nações como Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Butão e Sri Lanka também sinalizam apoio ao dirigente no próximo pleito.
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