Esporte na Band

Presidente da CBF se posiciona contra projeto de Infantino na Fifa

Samir Xaud se manifesta após plano frustrado de privatizar parte das competições da entidade

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 18:42 • Atualizado em 05/08/2026 • 21:01

Samir Xaud e Gianni Infatino

Samir Xaud e Gianni Infatino

Reprodução/Instagram

O presidente da CBF, Samir Xaud, manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a tentativa do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de privatizar competições da entidade. Durante visita a Teresina nesta quarta-feira (5), para a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol Piauí, o dirigente revelou ser contrário à proposta.

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O plano de Infantino previa a fundação da FIFA Forward Enterprise (FFE) para vender participações minoritárias dos eventos da entidade, em negócio avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões. Apesar do recuo do presidente da FIFA após forte repercussão negativa e ameaças de boicote por parte da UEFA, a CBF ainda não emitiu uma nota oficial sobre o tema.

"Estamos conversando com a Conmebol em relação a este assunto, mas é uma coisa que a gente não vê com bons olhos. Vamos tomar uma decisão em bloco, junto com a Conmebol, mas eu, particularmente, sou um pouco contra a essa venda dos direitos", declarou Xaud.

Infantino busca por apoio político

Após engavetar o projeto, Infantino tenta reorganizar sua base política visando a reeleição. Segundo o jornal britânico The Times, o dirigente teria oferecido nesta quarta-feira (5) a final da Copa do Mundo de 2030 ao Marrocos em troca de apoio na votação, informação que foi negada pela FIFA. O país africano sediará o 77º Congresso da entidade em março de 2027, evento no qual será realizada a eleição presidencial.

Até o momento, a candidatura do atual mandatário conta com alianças confirmadas e apoios no cenário internacional:

Confederação Africana (CAF): O presidente da entidade, o sul-africano Patrice Motsepe, indicou que apoiará a reeleição de Infantino.

Países Asiáticos: Nações como Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Butão e Sri Lanka também sinalizam apoio ao dirigente no próximo pleito.