Entenda por que Martinelli é o favorito para substituir Paquetá na Seleção
Atacante deve ser titular no jogo do Brasil contra a Noruega, neste domingo

Gabriel Martinelli comemora gol sobre o Japão
REUTERS/Annegret Hilse
Gabriel Martinelli não é um substituto natural para Lucas Paquetá, afinal são jogadores de posições e características diferentes - enquanto Martinelli é um ponta esquerda driblador, Paquetá é um meia central passador. Mas o jogador do Arsenal é fortemente cogitado para entrar na vaga de Paquetá, lesionado, no próximo jogo do Brasil. Ele tem muitas chances de ser titular contra a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5), às 17h (de Brasília).
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Lucas Paquetá é meia de origem, mas cumpria uma missão diferente na Seleção Brasileira: na fase defensiva, ele voltava para marcar como um ponta esquerda, para dar liberdade a Vinicius Junior - que não precisava recuar tanto. Quando atacava, Lucas ia para o meio.
Martinelli já fez essa dupla função na Seleção Brasileira, inclusive em um jogo grande: quando o Brasil enfrentou a França, em março, o ataque teve ele, Vini, Matheus Cunha e Raphinha. Agora a única diferença seria Rayan no lugar de Raphinha.
Além disso, Ancelotti já elogiou a capacidade defensiva de Martinelli: “Quando as pessoas falam sobre Martinelli, elas imediatamente pensam em um ponta, porque ele tem velocidade e capacidade de driblar os defensores. Mas o futebol mudou. O nº 8 moderno não é apenas um passador - ele deve pressionar, cobrir distância, atacar a área e fazer corridas inteligentes sem a bola. Martinelli já tem muitas dessas qualidades”.
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Eu acredito que o Martinelli poderia se adaptar a esse papel. Ele tem a energia para jogar entre as duas áreas, a coragem para levar a bola pelo meio-campo e o instinto para chegar às áreas perigosas no momento certo
O técnico também disse que a adaptação poderia levar tempo. Durante os treinos dessa semana, Ancelotti avaliou se deu tempo. Mas ele já tinha avisado que teria coragem de apostar nessa mudança.
"Eu não teria medo de experimentar Martinelli como um nº 8 ofensivo em certos jogos porque acho que ele tem a inteligência e a personalidade para fazer isso funcionar", concluiu.
Tudo isso, junto com a confiança gerada pelo gol decisivo no jogo contra o Japão, deve impulsionar Martinelli nessa disputa.
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A principal concorrência é com um volante moderno, um "número 8" de origem: Danilo Santos, do Botafogo, que também é capaz de defender e atacar.
Outros nomes cogitados para a vaga foram Endrick e Neymar, mas Ancelotti não preparou essas opções.
O técnico da Seleção Brasileira vai dar entrevista coletiva na tarde deste sábado (4), mas não deve confirmar a escalação para o jogo de domingo, pois ele tem feito mistério antes dos jogos.
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