Copa do mundo

Matheus Cunha descarta favoritismo e revela estratégia contra a Noruega

Atacante da Seleção não fala em vantagem do Brasil antes da partida pelas oitavas da Copa do Mundo

4 min

03/07/2026 17:13 • Atualizado há 1 dia

Resumo

Entrevista coletiva com Matheus Cunha aborda preparação da Seleção Brasileira para o jogo decisivo contra a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com o atacante negando favoritismo e destacando a importância da concentração e da atuação coletiva.

Estratégia defensiva da equipe recebe atenção especial, com ênfase na marcação e nas bolas paradas, considerando o forte ataque adversário, especialmente jogadores como Haaland e Odegaard, ressaltando também o conhecimento prévio de Cunha sobre esses atletas por enfrentá-los na Premier League.

Declarações do jogador incluem valorização do trabalho coletivo em detrimento do protagonismo individual, a necessidade de superar o histórico de eliminações para europeus, reconhecimento do respeito internacional à Seleção, e compromisso em corresponder à expectativa dos torcedores brasileiros na busca pelo título.

Camisa 9 da Seleção Brasileira, Matheus Cunha descartou um favoritismo do Brasil na partida decisiva contra a Noruega, neste domingo (5), às 17h (Brasília), em Nova Iorque/Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva no hotel The Ridge, o jogador do Manchester United não quis colocar a Canarinho não só como favorita para o jogo, mas também para a conquista do Mundial.

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Favoritismo não entra em campo. Todo mundo tem os seus pensamentos, mas não é nada que ajude dentro de campo. Um jogo tem 90 minutos, tudo pode acontecer. Acredito que (a questão de favoritismo) pode nos ajudar com os gols marcados e com a vibração dos companheiros.

Matheus Cunha também falou sobre a estratégia que a Seleção Brasileira tem que ter contra a Noruega. Segundo o atacante, a bola parada defensiva tem sido um fator fundamental para o Brasil.

"Sobre as marcações, sem dúvida: estaremos sempre marcando e dedicamos boa parte do treino para organizar a defesa, sabendo que eles têm uma arma forte, que é a bola parada. A gente está bem ajustado para, se Deus quiser, não tomar gols em bolas paradas e espero que dê tudo certo", acrescentou.

Matheus Cunha, atacante da Seleção Brasileira. Foto: Vinícius Batista / Band

Matheus Cunha, atacante da Seleção Brasileira. Foto: Vinícius Batista / Band

Duelos contra Haaland

Matheus Cunha conhece Erling Haaland e Martin Odegaard, craques da Noruega, como ninguém, já que os enfrenta a cada temporada na Premier League nos jogos contra Manchester City e Arsenal, respectivamente. Ele destacou os dois jogadores, porém afirmou que a seleção noruguesa ainda tem mais atletas de qualidade no elenco

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“Acho que sempre temos competitividade na Inglaterra e, não só os dois, mas outros jogadores lá fazem grandes jogos. A gente conhece muito (eles). É tentar ajustar para que possamos chegar mais preparados”, iniciou.

“O Haaland é um grande jogador, já demonstrou isso em todos os momentos. Desde o Borussia ele marcou bastante. Temos um relacionamento saudável, sabemos das nossas importâncias dentro das equipes. O ataque é muito forte, com vários jogadores que a gente conhece…acredito que temos que focar não só nele, mas nos outros jogadores da seleção norueguesa”, finalizou.

O Brasil finaliza a preparação para enfrentar a Noruega neste sábado (4), às 12h (Brasília), no CT de Columbia Park. Após a atividade, o técnico Carlo Ancelotti concederá entrevista coletiva no estádio de Nova Iorque/Nova Jersey às 17h.

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Veja outras respostas de Matheus Cunha

Protagonismo na Seleção

“Em muitos momentos você também quer o protagonismo, mas sempre fui muito tranquilo e coerente. Sei que minhas funções não serão de tanto valor para muitas pessoas, mas é importante para potencializar os companheiros. Cada um tem as suas funções e é preciso exercê-las pra você ganhar a confiança do Mister. Muitos de nós somos protagonistas dos nossos clubes, mas o trabalho tem que ser o foco principal. Estou feliz em ajudar de todas as formas.”

Sina de eliminações da Seleção para europeus

“Não conversamos sobre as Copas passadas. Temos até momentos sobre a eliminação, mas é muito mais sobre não repetir o que aconteceu. Temos que fazer o máximo possível para matar esse fantasma. Para ganhar uma Copa do Mundo é preciso passar pelas dificuldades e espero que dessa vez seja diferente e que a gente pode reescrever a história.”

Elogios de Haaland e Scaloni à Seleção

“São duas pessoas muito respeitosas. O Haaland citar esse respeito é muito mais sobre ele do que sobre a gente. É gratificante o respeito dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa. É muito mais sobre nós (buscar esse favoritismo) do que qualquer outra seleção. A nossa Seleção, aos poucos, está conseguindo a demonstrar mais esse favoritismo.”

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Quem você prefere? Danilo Santos ou Martinelli?

“Depende muito do plano de jogo do treinador. Estamos cada vez mais confiantes com a continuidade, com o entrosamento. Pra nós, é uma diferença muito grande repetir certas coisas, principalmente as que dão certo. Mas depende do que o treinador quer do jogo agora. Espero que quem entrar possa nos ajudar muito.”

Pausa para hidratação

“Hoje no treino a gente estava desesperado (por conta do calor). É muito boa (a pausa para hidratação). Muda muito como é o jogo, porque temos outro momento de conversa com o treinador e fazemos ajustes. Temos informações muito claras. Eu vejo isso como positivo. A gente está muito adaptado e, como eu falei, eu vejo de forma muito positiva.”

O que o brasileiro pensa sobre a Copa

“A responsabilidade do brasileiro é ganhar uma Copa do Mundo, por toda a história, pelos nossos ídolos. Não seremos maior do que eles, porque nem faria isso. Só queremos um caminho para construir a nossa história, assim como os outros marcaram. Ninguém tem essa comparação de ser como eles. Queremos nada mais do que dar orgulho ao povo brasileiro. ”