Esporte na Band

Imprensa italiana expõe discussão por bônus antes de repescagem decisiva

Jogadores da seleção da Itália discutiram a possibilidade de receber um bônus extra em caso de classificação para a Copa de 2026; repercussão negativa ampliou a crise no futebol local

Da redação
DA REDAÇÃO

05/04/2026 • 13:48 • Atualizado em 05/04/2026 • 13:57

Resumo

A eliminação da Itália para a Bósnia na repescagem da Copa do Mundo de 2026 agravou a crise no futebol italiano, expondo falta de renovação, pressão interna e instabilidade na seleção.

A discussão entre jogadores sobre um bônus extra de 300 mil euros antes do jogo decisivo gerou desconforto na comissão técnica, exigiu intervenção do técnico Gennaro Gattuso e ampliou a percepção de desconexão com a importância do momento.

A saída de Gattuso, do presidente da federação Gabriele Gravina e do ex-jogador Gianluigi Buffon, aliada ao terceiro fracasso consecutivo em Copas do Mundo, consolidou um período inédito de ausência da Itália no torneio desde 2014.

A crise no futebol italiano ganhou mais um capítulo após a eliminação para a Bósnia na repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026 - desta vez, fora de campo.

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Segundo o jornal La Repubblica, jogadores da seleção discutiram a possibilidade de receber um bônus extra em caso de classificação para o Mundial, tema que caiu mal internamente e ampliou a repercussão negativa.

Ainda de acordo com a publicação, o valor girava em torno de 300 mil euros a serem divididos entre os atletas. A discussão teria ocorrido às vésperas do confronto decisivo e gerou incômodo dentro da própria comissão técnica, que considerou o momento inadequado diante do peso da partida.

A situação exigiu intervenção do então técnico Gennaro Gattuso, que deixou o cargo dias depois da eliminação. O episódio passou a ser tratado como um retrato do ambiente na seleção, marcada por pressão, instabilidade e, segundo a imprensa italiana, desconexão com a importância do momento.

Mudanças no comando da Itália

Fora de campo, a queda para a Bósnia acelerou mudanças profundas. O presidente da federação, Gabriele Gravina, também deixou o cargo, enquanto nomes, como Gianluigi Buffon, se afastaram da estrutura da seleção.

Dentro das quatro linhas, o resultado ampliou um jejum histórico. A Itália ficará fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, algo inédito para uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, ausente desde 2014.

Com informações da Estadão Conteúdo