Esporte na Band

Infantino usou dinheiro da Uefa para bancar amante, revela jornal

Dirigente usou verbas do futebol de base para cobrir rescisão de seis dígitos e curso

Da redação
DA REDAÇÃO

07/08/2026 • 18:52 • Atualizado em 07/08/2026 • 18:52

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa

REUTERS/Benoit Tessier/File Photo

Uma investigação exclusiva do jornal britânico The Telegraph revelou que a Uefa efetuou pagamentos de seis dígitos para encerrar o vínculo de uma funcionária com quem Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, mantinha um relacionamento extraconjugal na época em que atuava como secretário-geral da entidade europeia.

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As denúncias apontam que recursos do futebol europeu — que deveriam ser destinados ao desenvolvimento de categorias de base, futebol feminino e infraestrutura — foram desviados para custear o desligamento, um salário inflacionado e regalias para a ex-funcionária.

Aumento salarial, MBA e o ultimato

Segundo a reportagem, a mulher iniciou sua trajetória na Uefa em um cargo administrativo. Após o início do relacionamento com Infantino, ela recebeu um aumento salarial de 30% e foi promovida a uma função gerencial com vencimentos anuais de cerca de 160 mil francos suíços.

O rápido crescimento profissional da funcionária gerou desconfiança nos bastidores. A situação culminou em um confronto direto quando o então presidente da Uefa, Michel Platini, tomou conhecimento do caso e deu um ultimato a Infantino: "Ela ou você?".

Para preservar seu cargo, o atual dirigente da Fifa concordou com a saída da mulher. No acordo de desligamento, além da rescisão milionária, a Uefa arcou com as mensalidades de um curso de MBA em uma escola de negócios com custos anuais de aproximadamente 45 mil libras.

Infantino nega acusações

Em nota enviada ao veículo britânico, a Uefa confirmou a realização do pagamento de rescisão e do custeio do curso acadêmico. A entidade alegou que os valores seguiram o regulamento vigente para funcionários demitidos na época, mas ressaltou que as normas internas foram rigorosamente endurecidas a partir de 2016.

Por outro lado, o porta-voz de Gianni Infantino negou categoricamente as acusações, classificando as insinuações de conduta imprópria como difamatórias e afirmando que todas as decisões de desligamento de pessoal eram devidamente aprovadas pelos diretores competentes.