
Roberto Mancini retorna ao cargo de técnico da Itália
REUTERS/Max Rossi
Resumo
Roberto Mancini voltou ao comando da seleção italiana, admitiu erros na saída em 2023 e afirmou que quer recolocar a Azzurra entre as potências do futebol.
O treinador disse que a ruptura com a Federação Italiana aconteceu por uma falha de comunicação com o presidente Gabriele Gravina e lamentou os três anos longe da equipe.
Mancini também pediu confiança aos torcedores, apostou na nova geração de jogadores e prometeu iniciar um ciclo para recolocar a Itália no topo do cenário internacional.
Roberto Mancini está de volta ao comando da seleção italiana. Apresentado nesta quarta-feira (29), o treinador abriu a entrevista coletiva falando sobre a saída conturbada em 2023, admitiu que errou na condução do episódio e garantiu que retorna com uma missão clara: recolocar a Itália entre as principais potências do futebol mundial.
Sem esperar a primeira pergunta, Mancini tratou de abordar o tema que marcou sua despedida há três anos. Segundo ele, a falta de diálogo com o presidente da Federação Italiana, Gabriele Gravina, foi determinante para o fim do trabalho.
"Vou poupar vocês do trabalho e antecipar o assunto. Sobre o que aconteceu comigo alguns anos atrás, houve uma falha de comunicação com o presidente Gravina. Se tivéssemos conversado, tudo teria sido diferente. Lamento muito. Para mim, vestir a camisa da seleção sempre foi algo muito importante. Fiquei triste por tê-la perdido e por esses três anos longe. Mas, agora, o destino me deu a oportunidade de recomeçar. Quero recolocar a seleção italiana no lugar que ela merece."
Novo ciclo na seleção
O retorno acontece em meio a um período de reconstrução da Azzurra. Campeã da Eurocopa de 2021 sob o comando de Mancini, a seleção acumulou decepções nos anos seguintes e ficou fora das últimas três edições da Copa do Mundo, cenário que aumentou a pressão por mudanças.
Mancini assume o lugar de Gattuso, que deixou o cargo após o desempenho abaixo do esperado nas Eliminatórias.
A nova comissão técnica também terá Claudio Ranieri como diretor técnico da Federação Italiana. A função foi criada após a saída de Paolo Maldini e faz parte da reformulação conduzida pela entidade.
Recado para a torcida
Questionado sobre a recepção dos torcedores, Mancini reconheceu que parte da torcida ainda não aprova seu retorno.
O treinador, porém, acredita que a resposta virá dentro de campo.
"Entendo que alguns sejam contra, mas vou tentar tornar a seleção tão boa que os torcedores me perdoem."
Aposta na nova geração
Outro ponto destacado pelo treinador foi a confiança nos jovens jogadores. Para Mancini, a Itália tem uma geração capaz de recolocar a equipe entre as protagonistas do futebol internacional, desde que os atletas recebam espaço para evoluir.
"Quando você é o técnico da seleção, sempre há pressão. Você precisa fazer o trabalho. Acho que existem alguns bons jovens italianos por aí. É preciso confiar neles e deixá-los jogar. Se você se lembra do Zaniolo quando ele chegou, ele nem jogava na Série B. No primeiro período de treinos, ele estava com dificuldades; depois de três meses, era um jogador diferente. Esse é o objetivo: identificar os melhores jogadores e ajudá-los a se desenvolver."
Antes de encerrar a apresentação, Mancini voltou a reforçar a principal meta para o novo trabalho.
"Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece. Independentemente do que aconteceu em 2023, o objetivo é sempre vencer e jogar bem. Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens."
Com Agência Estado
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