
Armando Mendonça, atual vice-presidente do Corinthians
Instagram / @armandoadv
O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no caso que investiga o desaparecimento de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube. O cartola, inclusive, negou envolvimento com o caso no passado.
A acusação foi formalizada após uma auditoria interna apontar o desaparecimento de 131 itens de material esportivo. O caso havia sido investigado pela Polícia Civil e teve o inquérito arquivado no fim de maio.
MP aponta três crimes
Na denúncia, o promotor Cássio Roberto Conserino, que também investiga outros crimes no Corinthians, acusa Mendonça dos crimes de apropriação indébita agravada, furto qualificado e coação no curso do processo.
Segundo o documento, além das supostas irregularidades envolvendo os materiais esportivos, houve indícios de ameaças contra testemunhas e dirigentes que participavam das apurações internas do clube.
Promotoria pede afastamento cautelar
O Ministério Público solicitou o afastamento cautelar de Armando Mendonça de suas funções no Corinthians. A medida tem como objetivo evitar possíveis interferências na investigação e na instrução criminal.
A denúncia também pede restrições de contato com dirigentes envolvidos no caso e indenizações por danos materiais e morais relacionados aos prejuízos apontados à imagem da instituição.
Episódio envolve auditoria e investigação policial
A acusação tem como base informações reunidas em auditoria interna realizada pelo Corinthians. O documento também menciona falhas administrativas e cita valores relacionados a notas fiscais que não teriam sido contabilizadas.
O caso foi investigado pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). Até a publicação desta reportagem, não havia se manifestado sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Entenda o caso
A auditoria interna realizada do Corinthians identificou o "desaparecimento" de 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila. Todas as retiradas de materiais foram vinculadas diretamente a Armando Mendonça, que teria solicitado e liberado os materiais para uso próprio ou de terceiros.
As notas fiscais dos produtos não foram lançadas no sistema de gestão do clube. O valor contabilizado em 2024 foi de R$ 5,14 milhões. Já entre maio e setembro de 2025, R$ 1,07 milhão. O prejuízo total seria de R$ 6,21 milhões.
Também são citadas as retiradas de oito camisas de franquias da NFL, além de 19 pedidos semelhantes, mas que foram cancelados após os envolvidos perceberem a atuação dos auditores internos.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

