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Promotor diz que tem provas de notas frias no Corinthians e denúncia de crime organizado

Cassio Roberto Conserino contou que já recebeu informações sobre a presença do crime organizado no clube, mas precisa de mais documentos

Por Redação
REDAÇÃO

02/09/2025 • 21:20 • Atualizado em 02/09/2025 • 21:20

Cassio Roberto Conserino é corintiano e promotor de Justiça

Cassio Roberto Conserino é corintiano e promotor de Justiça

Reprodução/ Facebook Cassio Roberto Conserino

Cassio Roberto Conserino, promotor que pediu afastamento de 3 ex-presidentes do Corinthians, falou com a Rádio Bandeirantes nesta terça-feira (2) e explicou a investigação sobre eles. Disse ter “provas contundentes” do uso de notas frias e prometeu investigar até a presença do crime organizado no clube, pois já recebeu informações sobre isso.

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Cassio pediu para a Justiça afastar Andrés Sánchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo da vida política do Corinthians. Ele entende que a presença dos 3 atrapalham a investigação.

Cassio afirmou que a principal motivação para pedir esse afastamento é o fato dos ex-presidentes não colaborarem com a investigação: "Sentimos um entrave na investigação. Embora eu tivesse requisitado documentos, as requisições não foram cumpridas. E requisição não é convite. É uma ordem".

Como a investigação ainda não tem todos documentos necessários, Cassio admite que ela está "incipiente", em uma fase inicial. Mas alerta que já encontrou irregularidades ao ouvir empresas que supostamente teriam prestado serviços ao Corinthians.

Hoje tenho provas contundentes de utilização de nota fiscal fria. Isso está na investigação pública. Durante a gestão de um dos 3 ex-presidentes, tem 3 ou 4 empresas que foram alçadas nessa condição. Uma delas já admitiu a emissão de nota fiscal. O serviço não foi executado, mas temos um documento que mostra que aquela nota fiscal foi apresentada no clube e teve reembolso

Cassio ouviu representantes de uma empresa chamada Oliveira Minimercados, que teria vendido marmitas ao clube. Eles não admitiram qualquer envolvimento com crime. Mas até agora não há provas de que o serviço aconteceu, segundo o promotor.

"Não tem documentos, não tem contrato de trabalho e não tem sequer um local para fazer as marmitas. Eles disseram que adaptaram uma cozinha com um fogão de 6 bocas. Mas não trouxeram nada que comprovasse", explicou.

O promotor afirmou que o presidente atual do Corinthians, Osmar Stábile, hesitou na investigação: "Ele não está atrapalhando. Ele tentou ajudar e autorizou uma quebra de sigilo. Mas depois deu uma pensada e foi falar com o Conselho". Porém, Cassio afirmou que Stábile não precisaria dessa aprovação de outras pessoas para facilitar a investigação.

Sobre a possibilidade de crime organizado dentro do Corinthians, Cassio preferiu não falar muito: "Em um dos depoimentos, veio à tona essa informação. Não vou antecipar o que vai ser encontrado, mas há informações nesse sentido na investigação. Elas precisam ser corroboradas por outros elementos, que serão considerados até o término da investigação".

Cassio afirmou que é corintiano e lamenta tudo que tem acontecido no clube: "Como torcedor, fico triste. Porque não é possível que um clube com 30 milhões de torcedores deve R$ 2,6 bilhões e esteja atolado em dívidas e escândalos", concluiu.

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